E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Polícia fluvial indicia proprietário e piloto pelo naufrágio da embarcação Luar C

O proprietário da embarcação Luar C, Antônio Fernando Colares Tavares, e o piloto Nélio Alves de Souza foram indiciados nesta segunda-feira (26), na Delegacia de Polícia Civil Fluvial (DPFLU), pelos crimes de risco à segurança de navegação, com agravamento pelo naufrágio e pelas vítimas fatais. Os dois responderão aos crimes em liberdade até a decisão da Justiça. A informação é da Agência Pará, órgão de divulgação do Governo do Estado.

A embarcação naufragou no último dia 7 de dezembro, no trecho entre os municípios de Barcarena e Ponta de Pedras, após sair de Belém com destino a Ponta de Pedras. Entre passageiros e tripulantes, 44 pessoas sobreviveram, seis morreram e três ainda estão desaparecidas.

Segundo informações do segundo depoimento, os dois acusados confirmaram os relatos do Termo de Depoimento prestado na segunda-feira passada (19), ao delegado de Polícia Civil Fluvial Arthur Braga.

O inquérito será concluído após os sobreviventes prestarem depoimento e depois da perícia na embarcação, feita por profissionais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e da Capitania dos Portos. A empresa particular responsável pelas buscas no local do naufrágio já tem autorização da Marinha para a retirada da embarcação.

Depoimentos - No primeiro depoimento, o piloto Nélio Souza contou que, no momento do naufrágio, havia rajadas de ventos fortes, o que gerou grandes ondas e o forçou a reduzir a velocidade. “As ondas atingiram a popa da embarcação, o que ocasionou o naufrágio”, explicou.

O piloto disse ainda que quando foi contratado pelo dono da embarcação, Antônio Tavares, recebeu vários documentos, como planta do barco, certificado de segurança de navegação e título de inscrição na Capitania dos Portos. No entanto, assegurou o acusado, o certificado de segurança e o título não estavam regularizados, mas o proprietário disse que já estava providenciando a regularização dos documentos.

Já o proprietário Antônio Tavares contou que “já havia buscado uma empresa particular para realizar as inspeções na embarcação Luar C, o que viabilizaria a aquisição do certificado de segurança e de navegação”, e em seguida daria entrada no título de inscrição na Capitania dos Portos.