E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Com mais de um ano de atraso, Secretário de Desenvolvimento apresenta EIA/RIMA da Ferrovia Paraense

Rompendo a letargia, finalmente o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, entregou na manhã dessa quarta-feira (21) ao secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Luiz Fernandez Rocha, o Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/RIMA) referente à Ferrovia Paraense, projeto de integração estadual, interligando o sul ao norte do Estado, possibilitando logística para escoamento da produção e riquezas do Estado.

Em novembro de 2015, o mesmo Adnan havia garantido que os Estudos de Viabilidade Econômica, Técnica e Ambiental (EVETEA) estavam em fase de finalização e a expectativa era que a publicação do edital fosse feita em até 120 dias. “O licenciamento ambiental também está em andamento e já temos sinais de interesse de três grupos”, frisou Adnan naquele ano ao ser entrevistado pelo Valor Econômico, em novembro de 2015. O governo do Estado dizia à época que licitaria a obra logo no início de janeiro de 2016.

O tempo passou e nada aconteceu.

Agora, Adnan fala em concluir o EVETEA até o fim de janeiro de 2017, enquanto o secretario de Meio Ambiente, joga logo um balde de água fria nas esperanças de um desenrolar rápido para o assunto."O processo de instalação da ferrovia está seguindo o tempo necessário para que haja segurança econômica e ambiental, trazendo vantagens futuros ao Estado e à sociedade. O próximo passo é formar a equipe para essa análise. Não será da noite para o dia, pois os estudos têm um tempo determinado e é dever do Governo seguir os ritos necessários", disse Luiz Fernandez.

Vertendo a linguagem "burrocrática" do secretário para o português, Ferrovia Paraense hoje, só amanhã.

Cresce a convicção entre os empresários da região de Carajás que o governo paraense somente se animará a fazer deslanchar o projeto caso algum grupo empresarial belenense próximo ao tucanato demonstre interesse em participar. Ausente isso, a ferrovia ficará sendo "analisada" o "tempo necessário" por Luiz Fernandes

A Ferrovia Paraense teria aproximadamente 1.200 km e custo estimado de R$ 17 bilhões. A linha partiria de Santana do Araguaia e chegaria ao porto de Vila do Conde, em Barcarena, no norte do Estado, passando por municípios com vocações mineradora, como Marabá e Rondon do Pará, e agrícola, como Paragominas (soja) e Moju (óleo de palma). Em Marabá, um ramal ligaria a Fepasa à linha federal da Norte-Sul.

O EIA/RIMA constitui um conjunto que objetiva avaliar os impactos ambientais decorrentes da instalação de um empreendimento e estabelecer programas para monitoramento e mitigação desses impactos.