E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Marabá recebe III Congresso Paraense de Educação Especial


Teve início na manhã desta quinta-feira (24) e segue até sábado (26), no plenário da Câmara Municipal e na Escola Plínio Pinheiro, o III Congresso Paraense de Educação Especial, organizado pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), por meio do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão Acadêmica (NAIA).

O evento, que tem participação da Secretaria Municipal de Educação (Semed), por meio do Departamento de Educação Especial, objetiva dialogar propostas e divulgar conhecimentos e experiências acerca da Educação Especial no Pará e no Brasil, bem como avaliar as políticas públicas de escolarização do aluno, público alvo dessa educação, considerando seu direito a garantia de condições de acessibilidade.

Segundo Lenara Alencar de Sousa, representante da Secretaria Municipal de Educação e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marabá é referência em Educação Especial no estado do Pará.O município, afirma Lenara, nos últimos cinco anos, tem avançado significativamente nessa área. No entanto, ainda requer maior incentivo do poder público e da iniciativa privada, visto que, como em todo o Brasil, a Educação Especial está em processo de garantia dos direitos a essas pessoas.

Indagada sobre o número de alunos especiais no Ensino Fundamental, em Marabá, Lenara informou que mais de 630 alunos estão matriculados, compreendendo a faixa etária de quatro a 15 anos. Ou seja, abrangendo desde a Educação Infantil ao EJA – Educação de Jovens e Adultos.

Quanto às atividades dispensadas a esse grupo, Lenara de Sousa diz que o trabalho começa com a adaptação de materiais na rede pública, pelos professores, para realização das tarefas; e ênfase no esporte paraolímpico, objetivando garantir a participação dos alunos/atletas em eventos dessa modalidade esportiva Brasil afora. “Inclusive tem agora um grupo de Marabá participando de atividades esportivas em são Paulo”, destaca, acrescentando que também são oferecidos apoio psicossocial aos pais desses alunos e avaliação clínica multiprofissional.

No que tange aos tipos de alunos especiais, Lenara cita aqueles com déficit de aprendizagem e hiperatividade, com transtorno global de desenvolvimento, altas habilidades/superdotação, além daqueles portadores de necessidades como os surdos, mudos e surdos-mudos, deficientes físicos e visuais.

Além dos membros ligados à educação pública federal estadual e municipal, o evento foi prestigiado pela Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), Ministério Público do Pará, vereadores e grande público.

(Texto: João Batista da Silva/ Fotos: Helder Messiahs – ASCOM-PMM)