E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

sábado, 26 de novembro de 2016

Justiça manda soltar assassino de Erika


Segundo anunciou o site Pebinha de Açúcar, a Justiça resolveu liberar o acusado de assassinar Erika Cantanhede Moraes, morta na última terça-feira (22), no município de Pacajá, sudeste paraense e sepultada em Parauapebas. 

Gutemberg Goudinho Torres, de 25 anos de idade, foi preso quando saía para trabalhar, na manhã da quarta-feira (23) acusado pela autoria do crime.

Mas, a Justiça concedeu liberdade provisória ao acusado por considerar que ele tem residência fixa, ocupação definida e bons antecedentes. A decisão foi tomada logo após a audiência de custódia realizada no Fórum de Pacajá na manhã desta sexta-feira (25).

De acordo com informações da Polícia Civil, uma testemunha disse em depoimento que Gutemberg não aceitava o fim do namoro com Erika e por isso a matou com quatro tiros dentro da boate em que a vítima trabalhava.

Agora, Gutemberg vai responder ao processo em liberdade. Caso não crie dificuldades ao andamento do inquérito e do processo, somente será preso ao final do processo, em caso de condenação.

Entendo que a decisão está profundamente equivocada. Manter sob custódia um acusado de homicídio é sempre mais sensato. Além da gravidade do delito, a pena longa e quase certa condenação, são estímulos óbvios para a evasão do acusado.

Desconfio que dificilmente vamos ver Gutemberg cumprindo pena.

Infelizmente, uma decisão infeliz por parte da Justiça em Pacajá vai permitir mais um caso de impunidade e é, na prática, um estímulo ao uso da força para a resolução de conflitos.

Ainda está em tempo de Sua Excelência reconsiderar a decisão e garantir a aplicação da lei penal. Que faça o certo ou aceite que a Justiça paraense tornou-se mais uma vez facilitadora para a impunidade.