E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Marabá reduz notificações de dengue este ano, mas ainda assim combate ao aedes é intensificado

Marabá conseguiu reduzir - e muito - as notificações de casos suspeitos de dengue, quando comparado os números apurados este mês com aqueles do ano passado. Até o dia 21 deste mês de janeiro foram diagnosticados 16 casos suspeitos de dengue em Marabá; e colhido material de quatro pacientes com suspeita da febre por zika vírus, o qual foi enviado a Belém, para exame pelo Instituto Evandro Chagas. Os resultados ainda estão sendo aguardados pela Secretaria Municipal de Saúde. Até aqui não houve notificação de casos de chikungunya. Em janeiro de 2015, no mês inteiro, foram contabilizados em Marabá, 58 casos de dengue e nenhum de chikungunya nem de zika.

A intensificação das visitas domiciliares e o apoio da população, além da melhora na coleta de lixo, são fatores que ajudam Marabá a sair do mapa das cidades mais afetadas pelas doenças transmitidas pelo aedes aegypti.

Mas os agentes de endemias da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não param de trabalhar. A partir de segunda-feira (25) as equipes estarão nas ruas novamente. O objetivo da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é cumprir protocolo definido pelo Ministério da Saúde para o combate eficiente do zika, suspeito de causar microcefalia.

Fernanda Miranda, coordenadora da Divisão Epidemiológica na SMS, informa que os agentes de endemias farão trabalho de campo com inspeções domiciliares e eliminação de possíveis criadouros do Aedes. Além disso, acontecerá distribuição de material educativo acerca do controle do mosquito e das principais doenças por ele transmitidas.

Para reforçar o contingente nessa ação, a SMS solicitará parceria com instituições como o Exército, visando fechar o primeiro ciclo, com 100% de cobertura, até 31 de janeiro, considerando que parte desse serviço foi efetuada na semana entre 4 e 9 deste mês.

De acordo com o Ministério da Saúde, os municípios deverão cumprir o seguinte protocolo: Visitas domiciliares, 100% de cobertura, com primeiro ciclo concluído até 31 de janeiro; segundo ciclo, também de um mês, com término até 29 de fevereiro; terceiro ciclo (dois meses), março e abril; e quarto ciclo, também de dois meses, previsto para maio e junho.

Concomitantemente à ação de combate ao mosquito, sairá o primeiro Levantamento do Índice Rápido do Aedes – Lira – deste ano, uma quantificação dos domicílios infestados pelo mosquito, que serve para nortear campanhas de controle.