E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

É séria a crise! Mais de 1,5 milhão de empregos desapareceram no Brasil

O Ministério do Trabalho divulgou nesta quinta-feira (21), os números da empregabilidade no Brasil, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e as notícias são desalentadoras. Por conta do erros do Governo Dilma, mais de um milhão e quinhentos mil postos de trabalho evaporaram em 2015.

As demissões superaram as contratações em 1,54 milhão de vagas formais em todo ano passado, . Em 2014, foram criados cerca de 420 mil empregos com carteira assinada.

O resultado de 2015 é o pior para um ano da série histórica do Ministério do Trabalho, que tem início em 2002, considerando ajustes. Na série sem ajustes, é o pior desempenho desde 1992, quando teve início a contabilização dos empregos formais pelo governo. Com isso, trata-se do pior resultado em 24 anos.

O desaparecimento de tantos empregos aconteceu em meio à forte redução do nível de atividade da economia, com o agravamento da recessão e a disparada da inflação – que ficou em 10,67% em 2015, o maior patamar em 13 anos. Além disso, o aumento de vários tributos por parte do governo foi determinante para aumento do desemprego.

Enquanto isso, o governo não parece ter a menor ideia do que fazer para combater a crise.

A decisão de não aumentar a Taxa Selic, na prática, significa abrir mão do controle da inflação. Com o dólar cotado em R$ 4,15 e a Bolsa em queda livre, a expectativa é que em 2016 os investimentos nos setores produtivos sejam ainda menores. Com isso o número de desempregados deve permanecer elevado, o crédito reduzido e inflação em alta.

Com a redução da atividade econômica diminui também a arrecadação de tributos. E estados e municípios dependem da arrecadação desses tributos para a manutenção de serviços públicos essenciais. Alguns economistas já estimam que muitas prefeituras ficarão sem recursos para investimentos já em abril.

O único plano do governo Dilma parece ser aumentar ainda mais a carga tributária, com o retorno da maldita CPMF.

Por outro lado, medidas como redução dos gastos públicos, alívio na carga tributária e reforma previdenciária são temas com os quais Dilma não tem mais condições de lidar. Enrolada até o pescoço no maior escândalo de corrupção da história, a presidente luta desesperadamente apenas para manter seu emprego, enquanto mais de 1,5 milhão de brasileiros fazem crescer a fila do desemprego.