E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Vigilância Epidemiológica comemora redução em 33% dos casos de dengue em Marabá

No site da Prefeitura de Marabá, com texto de Alessandra Gonçalves e foto de Helder Messiahs:
Marabá registrou uma redução de 33,73% no número de casos de dengue no ano, em comparação com o mesmo período de 2013. A redução foi constatada a partir da eficiência das ações do Programa Municipal de Combate a Dengue na busca e erradicação dos focos da doença, desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Saúde.
Ao todo foram registrados 338 casos da doença confirmados de janeiro a dezembro de 2014, contra 510 no mesmo período de 2013. Os meses que mais tiveram casos confirmados no ano passado foram fevereiro, com 85 casos e março com 82.Já em 2013, os meses com maior incidência de casos de dengue foram dezembro, com 175 casos confirmados e fevereiro, com 57. Segundo a enfermeira Fernanda Silva de Miranda, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, 19 outros casos foram notificados, mas não confirmados. “Também teve um caso que teve o resultado inconclusivo, que novos exames tiveram que ser feitos”, ressaltou.
Ela explica também que o contato com os vírus transmissores dos diferentes tipos de dengue, contribui para que parte da população fique imune à doença.
Levantamento
De acordo com o último resultado do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por aedes aegypti (LIRAa), realizado no período de 3 a 7 de novembro de 2014, os bairros em que tiveram maiores índices de infestação foram: o Jardim Bela Vista, Jardim União II e Laranjeiras, no Núcleo Cidade Nova. O levantamento é realizado de dois em dois meses e o próximo será realizado em fevereiro.
A prefeitura também investe ainda na capacitação de profissionais da saúde para o diagnóstico e tratamento da doença e realiza visitas domiciliares, inspeção e tratamento em pontos estratégicos.
A população pode ajudar a evitar a dengue com medidas simples, como fazer armazenamento de água de forma adequada em depósitos cobertos, acondicionar o lixo e eliminar todos os recipientes sem uso que possam acumular água e virar criadouros do mosquito. Além disso, a prefeitura vem intensificando o trabalho de limpeza urbana com os mutirões realizados nos vários núcleos do município. É essencial permitir a entrada do agente de endemias para inspeção das residências.
Um exemplo de quem cuida da casa para não ser criadouro de mosquito Aedes aegypti é Maria Delma dos Santos, 76 anos, aposentada. Ela mora há 57 anos no bairro Laranjeiras e diz nunca ter contraído a doença. “Graças a Deus nunca ninguém da minha casa teve a doença”, comemora, complementando que não deixa água parada no quintal e mensalmente os agentes de endemias visitam a casa dela.
A dengue (clássica) se inicia de maneira súbita e pode apresentar febre alta e dor de cabeça, atrás dos olhos e nas costas, com a possibilidade de manchas vermelhas no corpo. A febre dura cerca de cinco dias com melhora progressiva dos sintomas em 10 dias. Em alguns poucos pacientes podem ocorrer hemorragias na boca ou nariz. Raramente há complicações.