E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Como nos tempos de FH - Apagão atinge sete estados e Distrito Federal. Ordem para desligar veio da ONS.

Bem no início do re-governo de Dilma, parecia que os tempos de FHC haviam voltado. No meio da tarde desta segunda-feira (19) veio o temível apagão e as distribuidoras de energia CPFL, Copel, Light, AES Eletropaulo, Ampla e Celesc estão entre as concessionárias de energia que confirmaram terem recebido ordem do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para cortarem carga de eletricidade distribuída em vários Estados do país. A redução no fornecimento de energia ocorreu na capital federal, Brasília, e em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
As empresas afirmaram que não sabiam os motivos para o corte de carga, que já começou a ser restabelecida em áreas atingidas. Segundo elas, a redução no fornecimento ocorreu em locais não prioritários, evitando hospitais e indústrias, por exemplo – os transportes públicos, no entanto, foram atingidos em São Paulo, onde trens e estações do metrô pararam de funcionar. O corte seletivo de carga ocorreu dentro do denominado ERAC (Esquema Regional de Alívio de Carga), sistema de proteção coordenado pelo ONS, que determina às concessionárias de energia elétrica cortes em estágio, com o objetivo de preservar o fornecimento do sistema, informou a concessionária CPFL.
Houve corte de 800 megawatts (MW) nas área de concessão da CPFL nos Estados de São Paulo e no Rio Grande do Sul, de 530 MW na área da Copel no Paraná e 700 MW na área da AES Eletropaulo (SP). A Light, que atende o Rio de Janeiro, informou que houve redução de 500 MW. A Ampla, que distribui energia a Niterói e em parte do interior do Rio, disse que recebeu notificação para efetuar um corte de cerca de 100 MW.
Na Celesc, em Santa Catarina, o corte de carga foi de 150 MW. A CEB, que distribui energia em Brasília, disse que foram cortados 113 MW. Já a Celg, em Goiás, informou a redução de 200 MW. A Elektro, que atende 223 em São Paulo e cinco em Mato Grosso do Sul, informou uma interrupção de 200 MW. A EDP Bandeirante, que abastece o Alto do Tietê, o Vale do Paraíba e parte do litoral Norte de São Paulo, também confirmou a redução no fornecimento, sem informar a carga limitada. A Eletrobras, que opera apenas na região Nordeste, disse que não recebeu nenhuma determinação.
No Estado de São Paulo, houve relatos de falta de energia em cidades como Santos, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto. Na capital paulista, a falta energia atingiu bairros como Santa Cecília, Campos Elíseos, Pinheiros e Vila Mariana. No Rio de Janeiro, segundo a Ampla, cerca de 180.000 clientes de 13 municípios – São Gonçalo, Saquarema, Petrópolis, Cabo Frio, Araruama, Campos dos Goytacazes, Iguaba, Mangaratiba, Duque de Caxias, Niterói, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu e Itaboraí – foram afetados. Também houve problemas no fornecimento em Londrina, no Paraná, e Guarapari, no Espírito Santo.
O incidente acontece num momento de baixo nível dos reservatórios de hidrelétricas e de crescente temor de um racionamento de energia no país, diante do baixo nível de chuvas e temperaturas recordes nas regiões em que ficam importantes usinas geradoras de eletricidade e centros de consumo de energia.
Segundo a Climatempo, o fim de semana teve temperaturas elevadas em todo país, registrando recordes de calor em diversas capitais brasileiras, algo que se repetiu nesta segunda-feira. A capital paulista, por exemplo, registrou 36,6 graus de temperatura máxima, maior de 2015 e a quarta maior para um mês de janeiro na história das medições, em 1943. Altas temperaturas motivam o maior consumo de eletricidade, diante do uso de equipamentos de refrigeração.
O Ministério de Minas e Energia afirmou que compete à ONS dar mais detalhes.
Metrô - Em São Paulo, durante a tarde, duas estações da Linha 4-Amarela do metrô tiveram que ser fechadas devido à falta de energia elétrica, segundo o Consórcio Via Quatro, que administra o trecho. As estações Luz e República foram fechadas às 15h20, mas já funcionam normalmente. As demais estações da mesma linha (Paulista, Fradique Coutinho, Faria Lima, Pinheiros, e Butantã) operavam com velocidade reduzida.
A falta de energia, segundo a concessionária, afetou a região da Luz, no centro da capital. Segundo a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), as demais linhas da cidade não foram atingidas. A Linha 4-Amarela é a única concedida à iniciativa privada. (Com Veja, Estadão Conteúdo, Reuters e Agência Brasil)