E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Em nota, Aécio lamenta mudanças de regras para acesso ao seguro-desemprego e Fies

Dilma Rousseff não deve esperar vida fácil em seu re-mandato. A oposição, que pouco apareceu no cotidiano desses 12 anos de PT no poder, parece ter compreendido que a única forma de se fazer notar é a disputa permanente, metendo o dedo nas feridas abertas do governo.
A oposição parece ter, enfim, entendido seu papel.
Ontem (29), às vésperas da sua posse, a presidente Dilma Rousseff enviou medida provisória (MP) que reduz direitos do trabalho e da previdência com o objetivo de, segundo o governo, gerar um lucro de 18 bilhões de reais por ano. Hoje (30), o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (na foto acima), criticou a decisão de Dilma. Leia abaixo a íntegra da nota de Aécio Neves.

“No apagar das luzes do seu primeiro mandato, que termina de forma melancólica, a presidente Dilma Rousseff trai novamente os compromissos assumidos com seus eleitores e anuncia novas e duras medidas que, na campanha eleitoral, garantiu que não iria tomar: reduz direitos dos trabalhadores e dificulta o acesso dos estudantes brasileiros ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
No primeiro caso, sindicalistas já denunciam as perdas para os trabalhadores e a forma unilateral e autoritária com que as medidas foram tomadas, sem qualquer diálogo com as Centrais Sindicais.
No caso do Fies, a imprensa publica que a Federação Nacional das Escolas Particulares calcula em 20% a redução do número de estudantes beneficiados com as políticas educacionais no setor privado.
A presidente, que já havia rompido outros compromissos assumidos com os brasileiros que acreditaram em suas promessas e a honraram com seu voto, faz agora o impensável: coloca em prática as suas medidas impopulares, prejudicando aqueles que deveriam ser alvo da defesa intransigente do seu governo: os trabalhadores e os estudantes.
Na campanha eleitoral, a candidata Dilma disse que não mudaria os direitos dos trabalhadores “nem que a vaca tussa”. Mudou. A cada nova medida anunciada vai ficando ainda mais claro que foi a mentira quem venceu as últimas eleições.”