E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Planejamento de Logística ignora Hidrovia Araguaia-Tocantins, diz Ítalo Ipojucan

Em seu perfil no Facebook, o secretário de Indústria, Comércio e Mineração de Marabá, Ítalo Ipojucan, demonstrou sua inquietação com a ausência de qualquer referência à hidrovias no Programa de Investimento em Logística apresentado pela Empresa de Planejamento e Logística - EPL, órgão do Governo Federal criado para subsidiar as ações estatais no setor.
A EPL é uma daquelas repartições públicas das quais sabe-se pouco  sente-se apenas os efeitos de suas conclusões. A ideia do Governo Federal ao criá-la foi unificar o planejamento de seus investimentos em logística, antes dispersos em órgãos como DNIT, Planejamento e Transportes. Além disso, pretendia incentivar o chamado "inter-modal", aqueles sistemas que unem diversos meios de transportes.
Ocorre que, sob a presidência de Bernardo Figueiredo, vem dedicando-se quase que exclusivamente em vitaminar o transporte ferroviário e preparar a concessão de rodovias à iniciativa privada. Somente para ferrovias a EPL recomenda investimentos de mais de R$ 91 bilhões. Apenas nos próximos 5 anos, nada menos que R$ 56 bilhões seriam gastos com trens, uma aparente fixação de Bernardo - os motivos, indizíveis, são prospectáveis.
De hidrovia pouco trata.
Ao divulgar seu planejamento sem citar investimentos em hidrovia, a EPL sinaliza que não há interesse em investir no setor e isso nos acerta em cheio.
É preciso dizer que a hidrovia Araguaia-Tocantins é estratégica para Marabá e região? Acredito que não. Todos sabemos que, sem hidrovia, não poderemos sequer cogitar na instalação de empreendimentos como Alpa, Aline, Polo Metalmecânico e tantos outros que estão previstos.
Ítalo, portanto, tem toda a razão em demonstrar sua preocupação. Uma reunião está marcada para discutir o tal planejamento da EPL.
Esperemos que as preocupações de Ítalo - e de todos nós - sejam afastadas. Mas, não há garantia de que isso ocorrerá.
Diante de "planejamentos" desta qualidade, que ignoram os imensos benefícios decorrentes da hidrovia, só nos resta, como vem pregando João Salame Neto, intensificar a luta política para exigir do Governo Federal que resolva - com recursos próprios ou de terceiros, não importa - este problema que ameaça estrangular uma das regiões mais promissoras do Brasil.