E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Ainda sobre o Caso KM 7...

No sábado (11) escrevi um texto no qual alerto para o perigo que corre a Prefeitura de Marabá em ter suas contas bloqueadas por conta do descumprimento do acordo que visava garantir a desapropriação da área conhecida como KM7. O post acabou repercutindo nas redes sociais com alguns comentários - a favor e contra, por suposto.
Algumas críticas considerei pertinentes. Outras nem tanto.
Por conta de algumas preocupações externadas por amigos, entendo que careço oferecer explicações adicionais.
De pronto afirmo que a referência feita à juíza Aldecy prende-se exclusivamente ao fato de que, em duas situações que considero críticas - salários do funcionalismo atrasados por dois meses durante a gestão anterior e descumprimento de um acordo danoso ao município - sua excelência tomou atitudes diametralmente opostas. No primeiro caso, negou o bloqueio; no outro, concedeu-o.
O filmete e as ilações sobre a proximidade com Maurino estão estampadas em diversos blogs e jornais, como pode ser visto no blog do Hiroshi Bogea (http://www.hiroshibogea.com.br/?p=19141) e em tantos outros sítios da web.
De pronto, acredito que a lisura de sua excelência não está sob ataque especulativo.
Por outro lado, concordo que acordo é lei entre as partes; concordo que muitos agentes públicos e privados anuíram - e até incentivaram - o tal acordo; concordo que, diante das novas regras estabelecidas pelo STF para pagar créditos obtidos contra a Administração Pública, não há, aparentemente, nada que se possa fazer.
Ocorre que, de todas essas concordâncias não decorre a obrigação em aceitar como bom e justo o acordo.
QUALQUER GESTOR QUE FAÇA UM ACORDO ONEROSO AOS COFRES PÚBLICOS, QUE NÃO FAÇA O DEVIDO ADIMPLEMENTO E QUE DEIXE A BOMBA ARMADA PARA SEU SUCESSOR MERECE DE TODOS OS CONTRIBUINTES A MAIS VEEMENTE REPRIMENDA.
Estou errado em pensar assim? Creio que não. Seja quem for que proceda, no comando da coisa pública, pensando exclusivamente em "jogar para a plateia" precisa saber que tal conduta é inaceitável. Como disse no primeiro post sobre o assunto, a demagogia cobra um preço alto.