E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quarta-feira, 6 de março de 2013

Tumulto adia eleição de presidente da Comissão de Direitos Humanos na Câmara Federal

O tumulto promovido por ativistas de movimentos gays em torno da indicação do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Diretos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara provocou hoje (6) o adiamento da eleição da mesa diretora da CDHM para os próximos dois anos. A escolha depende agora de resposta da Mesa Diretora da Casa a uma questão de ordem encaminhada pelo presidente da comissão, deputado Domingos Dutra (PT-MA), a respeito da legalidade da indicação do PSC. Nova tentativa de votação deve ocorrer na próxima terça-feira (12).
Durante a sessão, manifestantes defensores dos direitos dos homossexuais e dos negros lotaram a sala da comissão e pressionaram os membros do colegiado para votar contra a indicação do Pastor Marco Feliciano. Ele é criticado por ter feito declarações que esses grupos de pressão consideram ofensivas aos homossexuais e aos negros em redes sociais.O líder do PSC, deputado André Moura (SE), responsável pela indicação de Feliciano, disse que estão fazendo prejulgamento. “Não podemos fazer um julgamento antecipado daquele que definimos com o apoio de toda bancada”.
Deputados do PT e do PSOL apresentaram questões de ordem questionando a legalidade da indicação do pastor. Eles argumentaram que, devido às declarações públicas contrárias às minorias, Feliciano não poderia assumir a presidência do colegiado. “Essa é uma comissão da tolerância. Se insistirmos em uma determinada linha, a situação vai se complicar ainda mais. A indicação do Pastor Marcos Feliciano é uma radicalização inaceitável”, disse o líder do PSOL, Ivan Valente (SP).
“É uma provocação e uma irresponsabilidade do PSC. A solução para o impasse seria o partido indicar outro nome. Nosso problema não ocorrer por ele ser pastor, mas sim homofóbico e racista”, disse o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ)
O deputado Henrique Afonso (PV-AC) disse que a polêmica não é em torno da indicação do PSC, mas pela disputa ideológica. “A questão não é o nome do Pastor Marcos Feliciano, mas discussão em torno da uma visão de mundo”.
A escolha das presidências das 21 comissões temáticas da Câmara é feita pelos líderes partidários de acordo com o tamanho das bancadas na Casa. Conforme uma ordem estabelecida pelos líderes, os partidos fazem a escolha das comissões. Coube ao PSC a 18ª escolha e o líder optou pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias.