E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

terça-feira, 12 de março de 2013

Para cumprir metas fiscais e evitar penalidades, Salame aperta o cinto em Marabá

É séria a crise em Marabá. Com as contas públicas destroçadas desde a calamitosa gestão de Maurino Magalhães, a "Cidade-Relicário" equilibra-se sobre o fio da navalha.
Ao assumir, o prefeito João Salame Neto buscou colocar ordem "em casa de Noca", mas a tarefa é difícil. No último final de semana, Salame tomou um baita susto ao constatar que, mesmo com as medidas de contenção de gastos adotadas desde janeiro, a folha de pagamento pode ultrapassar o limite legal e alcançar 52,6% da Receita Corrente Líquida (RCL). 
Salame já suspendeu o pagamento de horas extras e restringiu as contratações às áreas essenciais - principalmente Saúde e Educação.
“Quando o limite prudencial é ultrapassado, alguns repasses de recursos já correm risco. A Lei proíbe o aumento da despesa com pessoal por parte do gestor, sob pena de reclusão de um a quatro anos, além de ferir a capacidade de investimento com recursos próprios”, disse Salame.
Na quinta-feira (14), Salame deve conversar com os vereadores e na sexta-feira (15) será a vez do secretariado ouvir do prefeito que deverão apertar um furo a mais no cinto.
O maior temor de Salame é que, com o descumprimento das metas fiscais, Marabá perca os investimentos federais que estão engatilhados e que devem garantir a realização de grandes obras.
“Para arrumar este município vivendo cenário de devastação, não tenho outra saída que não seja adotar medidas duras, penalizando até mesmo pessoas que me acompanham politicamente há tempo. Ou se adota ações radicais, ou o agravamento do que já é gravíssimo atingirá muito mais pessoas, principalmente as mais carentes”, conclui Salame.