E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

sexta-feira, 22 de março de 2013

ATENÇÃO - Vale vai ceder área da Ferro Gusa para Votorantim. É mais um golpe contra Marabá!

A Vale prepara mais um golpe contra Marabá. 
Fonte do blog garante que a mineradora pretende ceder a área da Ferro Gusa Carajás, no Distrito Industrial de Marabá para a Votorantim.
O processo de negociação está bem avançado e a decisão pode ser anunciada nos próximos dias. A Votorantim há tempos procura uma área para instalar sua fábrica de cimento em Marabá e a “generosa” oferta da Vale vem bem a calhar.
Mas, a graciosa cessão da área pela Vale não consegue esconder o total descompromisso da mineradora com o beneficiamento de minério de ferro no Pará e, especialmente, em Marabá.
Depois de anunciar com estardalhaço a implantação do empreendimento, em 2005, a Vale desativou a Ferro Gusa em 2011.
Alguns milhares de empregos simplesmente evaporaram em Marabá. E os danos sociais decorrentes do desemprego em massa? Bom, para a Vale são considerados meros “efeitos colaterais”, com os quais não tem qualquer responsabilidade!
Na época, a mineradora alegou que não havia carvão certificado em quantidade suficiente para abastecer os fornos da Ferro Gusa e por isso suspendeu suas atividades.
Dois anos depois a realidade é outra. Já existe estoque de carvão certificado em quantidade suficiente. O que falta é compromisso da Vale com uma cidade que necessita desesperadamente de mais postos de trabalho.
A má-vontade da Vale em relação à Marabá não surpreende. 
Intimada a contribuir com o projeto executivo da Hidrovia Araguaia-Tocantins pela presidente Dilma, a mineradora se fez de morta. Atrasou, sem explicação plausível, a entrega do projeto que somente vai sair por conta do empenho de algumas lideranças marabaenses e do compromisso assumido por Dilma e Lula.
Esta é a postura da Vale.
A decisão de virar as costas para Marabá, com certeza, é definida pelos executivos da Vale como “pragmatismo”, “foco nos resultados” ou qualquer outra formulação extraída dos manuais do “administrês”.
O nome correto, porém, é bem diferente: TRATA-SE DE GESTÃO PREDATÓRIA, baseada na falta de responsabilidade social. Será que a Vale imagina que os caraminguás que paga a título de "royalties" significa algum tipo de "alvará" para impactar o meio ambiente e a sociedade da forma que achar conveniente? Pensa a mineradora que patrocinar um showzinho ou outro, plantar algumas árvores ou distribuir meia dúzia de "patrocínios" a tornam isenta de responsabilidade pelo crescimento desordenado que cada um de seus projetos desencadeia?
É claro que a Vale sabe que deve, e muito, ao Pará e a Marabá. O problema é que A VALE NÃO SE IMPORTA COM ISSO! A VALE CONSIDERA-SE INIMPUTÁVEL!
Agora, resta saber o que farão as lideranças marabaenses. Ficarão calados? Aceitarão que, sem qualquer justificativa razoável, a Vale simplesmente encerre suas operações em Marabá? Considerando a facilidade com que a Vale desiste de um empreendimento já instalado como a Ferro Gusa, quais as chances de implantar a Alpa? Até quando vamos viver de expectativas frustradas? Até quando seremos o playground da Vale? Falta o que mesmo para exigirmos desta empresa que assuma o ônus social por suas decisões?
Bom, denúncia feita, com a palavra nossos líderes...