E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

sábado, 2 de março de 2013

Amanhã é dia de clássico? Que clássico? Amanhã é o Dia Internacional de Espancamento da Mucura! Pra cima deles, Leão!

Amanhã, a partir das 4 da tarde, quando os 11 guerreiros azulinos pisarem no gramado do Mangueirão para aplicar a merecida e impiedosa sova na Mucurinha Mal Vestida, um novo - e com certeza vitorioso - capítulo da gloriosa história do Clube do Remo será escrito com suor, raça e o espetáculo indescritível que somente o Fenômeno Azul é capaz de proporcionar.
Aqui entre nós, com qualquer resultado, tem duas coisas neste time dirigido por Flávio Campos que o distingue das últimas cinco ou seis equipes montadas pelo Clube do Remo e enchem de esperança os mais de 5 milhões de torcedores azulinos. Em primeiro lugar, não há entre jogadores e comissão técnica o medo de perder e, principalmente, o medo de VENCER que assolava, qual gavião sobrevoando franguinhos medrosos no terreiro, outros grupos formados no Baenão. Por outro lado, algo sensacional, a entrega, dedicação e raça - ausentes nos últimos times - estão mais que presentes nos atuais jogadores azulinos.
E de raça nós, azulinos, entendemos muito bem!
Mesmo tendo entre nossos craques figuras como Mesquita, Mego, Arthur e Gean, que desfilavam nos gramados o futebol de cabeça sempre erguida, com a classe que Deus lhes deu, todo remista sabe que o nosso negócio não é aquele jogo afrescalhado, com toquinhos de revestrés, firulas desnecessárias e fuleiragens de igual ou parecido teor que assemelha-se vagamente ao futebol e que é praticado pelo superestimado Barcelona com êmulos locais como Neymaretes e outros bichos.
Títulos o Remo ganha na raça, na força, na crença inabalável que, mesmo diante da maior dificuldade, desistir não é uma opção. Esta é a essência de ser remista!

Para mim, entre a 10 de Gean e Arthur e a 9 de Alcino e Bira, fico ao lado dos fazedores de gols, matadores por instinto e prazer. Destroçadores da zagueirada cabeça de bagre. Desmoralizadores-mor dos goleiros incautos e incapazes, coitados, de prever que a bola corre atrás do homem-gol mais que piriguete em fim de treino! Acredito que amanhã será com o espírito do Gigante Alcino que Leandro, Fábio, Branco e Valotelli entrarão em campo para garantir mais uma vitória anotada no couro do nosso velho freguês.    
Por outro lado, basta se aproximar qualquer jogo do Leão Azul contra a Koisa Feia,  para começar a brotar na crônica esportiva epítetos do tipo "Clássico Rei da Amazônia" ou definições por frases feitas do tipo "em RexPa não tem favorito".
Clássico - em especial, aquele "sem favorito" - deve apresentar números pelo menos equilibrados para merecer a dignidade deste título. Como considerar "clássico" um confronto quando um time - no caso, o Clube do Remo, tem 31 vitórias a mais que o seu "sparring"? Ou quando um time - de novo o Clube do Remo - tem quase 50 gols à frente do persistente saco de pancadas vestido com listradinho de azul "bebê" e branco? Como chamar de "clássico" um confronto no qual um time - adivinhem, Clube do Remo "again, again" - enfia uma série invicta de 33 jogos sobre os tolos em seus pijaminhas listrados?
Clássico sem favorito é Real Madrid x Barcelona! Um tem 87 e o outro tem 90 vitórias. Desde aquele já distante junho de 1914, quando o scracth azulino, no primeiro jogo, aplicou o primeiro sacode, colecionamos recordes e títulos em cima dos bicoletes que precisam passar noites em claro, revirando velhos alfarrábios para buscar algum item no qual sejam superiores e ficam felizes quando lembram que jogaram contra o Boca na Bambonera e esquecem que foram destroçados pelo mesmo Boca em pleno Mangueirão. Então, com a modéstia e a extrema humildade que caracterizam todo azulino, vamos é passar o rodo geral nas mucuretes e fazer valer dentro de campo nossa história, tradição e charme. 
Reafirmo que "clássico" pressupõe pelo menos algum tipo de comparação possível. Não sendo isso possível o RexPa é apenas mais um jogo no qual o Clube do Remo, Filho da Glória e do Triunfo, paizão disciplinador e sistemático, torcendo contrariado o nariz, aplica o corretivo necessário ao adolescente metido a rebelde e com jeitinho de "viagem", para mostrar ao indigitado e maltrapilho com quantos paus se faz uma canoa!
PRA CIMA DELES, LEÃO!