E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Alegando inocência, advogada envolvida nos ataques em SC tira a roupa em protesto. OAB pediu transferência de advogados presos.

A advogada acusada de formação de quadrilha e investigada pela possível participação em outros crimes praticados pela facção criminosa identificada como Primeiro Grupo Catarinense (PGC), Francine Bruggemann deu um show no presídio feminino de Florianópolis.
Eram 17h deste sábado quando as sete mulheres detidas na Operação Salve Geral da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) chegaram de micro-ônibus na unidade. Elas foram escoltadas por policiais da Deic e da Coordenadoria de Operações Policiais Especiais (Cope), em sete carros e viaturas.
Cercada por policiais e pelas outras mulheres detidas, Francine começou a gritar dizendo que a prisão era um absurdo. No auge do protesto, a advogada arrancou a camiseta e ficou de sutiã e calça jeans no pátio externo do presídio.Policiais contaram que desde sua prisão, naquela madrugada, a advogada demonstrava descontrole e não parava de reclamar e falar alto, algumas vezes gritando. A polícia contou também que assim que entrou no presídio, Francine levou uma bronca por seu comportamento escandaloso.
A advogada disse que é inocente e negou envolvimento com o crime e a facção PGC.
Os dez homens presos que foram no mesmo comboio aguardavam no micro-ônibus do lado de fora do presídio. Na sequência, foram transferidos para a Central de Triagem do Estreito.
Neste domingo, a Ordem dos Advogados do Brasil de Santa Catarina encaminhou um pedido ao comandante geral da Polícia Militar para que os outros quatro advogados presos sejam transferidos para unidades especiais. Eles são suspeitos de participação na onda de ataques que atinge o estado.
O pedido foi encaminhado pelo presidente da OAB/SC, Tullo Cavallazzi Filho, pelo Conselheiro Estadual da entidade, Leonardo Pereima, e pelo integrante da Comissão de Prerrogativas, Lincoln Simas Porto. A entidade quer que os advogados Simone Vissoto, Francine Bruggemann, Gustavo Gasparino Becker e João de Souza Barros sejam levados para uma das unidades da PM em Santa Catarina até que sejam julgados.
A OAB/SC já havia solicitado a transferência da advogada Fernanda Fleck Freitas, que acabou sendo levada para uma sala do Batalhão da PM em Joinville, após uma ação movida pela entidade.