E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A morte em campo - No meio do "bando de loucos" do Corinthians, um bando de assassinos.

O assassinato de um garoto boliviano, torcedor do San Jose, de apenas 14 anos por marginais que integram a torcida do Corinthians deveria determinar sérias penalidades ao time paulista e determinar até mesmo a exclusão do clube da Copa Libertadores da América. Caso a sempre complacente Conmebol decida aplicar o Código Disciplinar instituído no final do ano passado, poderia valer-se do artigo 11, no qual são listadas as ocorrências capazes de determinar punições, com o artigo 18, no qual são listadas as penalidades.
Mas isso dificilmente vai acontecer. O tal Código Disciplinar da Conmebol é de estarrecer qualquer rábula e a entidade é relutante em aplicá-lo com o mínimo rigor. Os tipos penais são meramente enumerados e, em seguida, enfileiradas as penas que podem ser cominadas, sem que haja a definição da pena aplicável a cada infração, muito menos casos de aumento ou diminuição das penas.
Por outro lado, não foi criada a figura da Promotoria Desportiva que teria a função de apresentar denúncia contra o clube cuja torcida infringiu o tal Código. Assim, cabe exclusivamente ao clube que sentir-se prejudicado a iniciativa de formular a reclamação junto à Corte desportiva da entidade.
Como é fácil deduzir, times de maior poder financeiro optarão por fazer "acertos extra-corte", um eufemismo para "pagar propina" aos clubes mais pobres e assim garantir que estes não procurem a Justiça (?) Desportiva da Conmebol. Cientes do poder financeiro e influência política dos grandes clubes, principalmente brasileiros e argentinos, os demais optarão por não formular qualquer denúncia. Assim, a Justiça amplamente ficcional da Conmebol não será obrigada a aplicar qualquer pena aos clubes infratores e, mesmo que aplique será infinitamente inferior à infração cometida. A Conmebol é a mesma entidade que até ano passado entendia que cada cartão amarelo deveria custar 100 dólares americanos e que o acúmulo de dois ou mais cartões não poderia suspender o jogador por uma partida.   
Sobre a morte do garoto boliviano a entidade que cuida do futebol sul-americano ainda não se pronunciou, nem mesmo para emitir uma nota de pesar.
Já o Corinthians emitiu nota na qual afirma que "a direção do Sport Club Corinthians Paulista lamenta profundamente a morte de um torcedor na partida contra o San José na noite da última quarta-feira (20) e se coloca à disposição para ajudar no que for possível, mesmo sabendo que nada apagará a dor causada pelo incidente."
Residente em Cochabamba, Kevin Douglas Beltran Espada mostrava, em sua página no Facebook, que era um apaixonado por futebol, em especial pelo clube boliviano.
Grande parte das fotos expostas pelo rapaz fazia referências ao San José, como escudos e registros da torcida “azulada”. Apesar de contar com adeptos muito participativos, o clube,em seus 70 anos de vida, conquistou apenas dois campeonatos nacionais, em 1995 e 2007.
O jogo, que marcou a estreia do Corinthians na Libertadores, acabou empatado em 1a1. A polícia boliviana continua investigando os fatos, já prendeu 12 torcedores do Corinthians e afirmou que o sinalizador partiu mesmo do local onde se encontravam os corintianos.
Vejam o que diz o Código Disciplinar da Conmebol:Artigo 11 - Associações e clubes podem ser punidos por comportamento inadequado da torcida
- Invasão ou tentativa de invasão de campo;
- Objetos atirados ao campo;
- Usar sinalizador, fogos de artifício ou qualquer outro objeto pirotécnico;
- Gestos, palavras, objetos ou outro meio para transmitir mensagem inapropriada em um evento esportivo, sobretudo se for de natureza política, ofensiva ou provocativa;
- Causar estragos;
- Qualquer falta de ordem ou disciplina que se possa cometer dentro do estádio ou em suas proximidades

Artigo 18, sobre punições
Advertência, repreensão, multa (de não menos do que 100 dólares ou mais que 200 mil dólares), anulação ou repetição de jogo, perda de pontos, determinação do resultado de jogo, atuar com portões fechados, proibição de jogar em um estádio ou no país, exclusão da competição (atual ou em edições futuras), perda de titulo ou prêmio, rebaixamento, perda de licença.