E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Perillo defende novo pacto federativo e diz que não paga piso por "não ter dinheiro".

Durante palestra de abertura do 51º Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, que acontece em Goiânia, o governador Marconi Perillo (PSDB) voltou a defender uma nova fórmula do Pacto Federativo.
Com a divisão atual, a União fica com 72% de toda arrecadação nacional. Os 28% são divididos entre os 27 Estados da federação mais os municípios.
“Ou se muda essa realidade, ou os Estados vão quebrar”, afirmou o governador, ao exemplificar que Goiás perdeu, nos últimos dois anos, R$ 400 milhões na cota do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
Além da mudança do Pacto Federativo, Marconi lamentou as renúncias fiscais feitas pela União, como redução na tarifa de energia e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos de linha branca e automóveis populares, já que diminui a arrecadação dos Estados.
O governador pediu aos secretários de estaduais de Planejamento que reforcem a luta travada pelos governadores por um novo Pacto Federativo, sob pena de serem inviabilizadas a administrações estaduais.
“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, disse Marconi sobre a necessidade dessa mobilização, ao relatar que, a exemplo dos Estados, a situação dos municípios é de “penúria”.
Marconi tentou ainda justificar sua atitude em relação ao piso nacional dos professores. Goiás é autor de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, em conjunto com outros quatro Estados, questiona a fixação do piso pela União.
“O problema não é a vontade de fazer, de aumentar salário, mas não ter de onde tirar o dinheiro”, argumentou o tucano.