E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Em SP, Serra lembra o mensalão e Haddad critica tucano por usar cargos "como trampolim"

No horário eleitoral de televisão do segundo turno em São Paulo, José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) voltaram a se atacar. Serra utilizou o mensalão para criticar o PT. Haddad lembrou a saída do tucano da prefeitura.
"Na verdade, o apelido esconde o que de fato aconteceu: desvio de dinheiro público para comprar voto na Câmara de Deputados, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha. Tudo muito grave", disse o tucano ao tratar do mensalão.
"Desviar dinheiro para comprar voto na Câmara é um atentado contra o povo", completou.Antes de falar sobre o assunto, Serra disse que utiliza 90% do seu tempo para tratar da cidade. "Mas, de vez em quando, eu tenho o dever de falar de postura e de comportamento."
Na maior parte dos 10 minutos de propaganda, a campanha tucano destacou a biografia e a família de Serra e falou dos apoios que já recebeu.
Fernando Haddad voltou a explorar a saída de Serra em 2006 para disputar o governo estadual. "Dá pra acreditar?", questiona a propaganda ao mostrar as promessas do tucano de não deixar a prefeitura e de não disputar a eleição deste ano.
Haddad voltou a usar a frase sobre os prefeitos de "meio mandato e de meio expediente, que usam a cidade como trampolim".
"Os dois projetos que disputam esse segundo turno são muito claros. Um defende a continuidade de tudo que está aí, o outro projeto, o meu projeto, quer acabar de vez com o apartheid social que a imposto a milhões de paulistanos que moram na periferia", afirma o candidato.
Na peça, ainda aparecem o deputado Gabriel Chalita (PMDB), que ficou em quarto, e a presidente Dilma Rousseff.
Principal padrinho político de Haddad, o ex-presidente Lula não foi apresentado nesse programa de estreia.
"Nossa aliança foi feita com base em propostas claras e concretas", diz Chalita. "Haddad na prefeitura será um sopro de renovação na política brasileira", afirma Dilma.