E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

De olho na inflação, Copom reduz Selic para 7,25%

Como era amplamente esperado pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu reduzir a taxa básica de juros para 7,25% ao ano, um recuo de 0,25 ponto percentual. Esta foi a sétima reunião do Copom este ano e a décima queda consecutiva da Selic.Em janeiro, na primeira reunião do colegiado em 2012, o Comitê reduziu a taxa básica de juros em 0,50 p.p, a 10,50% ao ano. Em março, no segundo encontro do ano, o Copom optou por reduzir em 0,75 p.p a taxa básica de juros, para 9,75% ao ano. Em abril, na quarta reunião de 2012, o colegiado repetiu o movimento do terceiro mês do ano e reduziu a taxa selic em 0,75 p.p, para 9% ao ano. Em maio, na quarta reunião deste ano, o colegiado decidiu cortar em 0,50 p.p, para 8,50% ao ano.
Em julho, na quinta reunião deste ano, o BC optou por reduzir os juros em 0,50 p.p, para 8% ao ano. Em, agosto, na sexta reunião deste ano, a autoridade monetária repetiu o movimento da reunião anterior e reduziu em 0,50 p.p a taxa selic, para 7,50% ao ano.
A taxa Selic é o instrumento mais usado pelo BC para controlar a demanda por bens e serviços e, por consequência, a inflação. O Copom reúne-se a cada 45 dias para definir a taxa. Os sinais analisados na hora de definir a Selic são os dados sobre a expansão da economia, a situação externa e os índices de inflação.
Quando a economia está aquecida, os consumidores têm dinheiro para gastar. Assim, a procura por bens e serviços aumenta e há dificuldade da indústria, do comércio e do setor de serviços de suprir os consumidores na mesma proporção do aumento da demanda. Com isso, a tendência é de que os preços aumentem. O Copom, então, eleva os juros para estimular a poupança e conter a expansão excessiva da demanda.
Todo ano, o BC tem que perseguir uma meta de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, formado pelo presidente do Banco Central e pelos ministros da Fazenda e do Planejamento, Orçamento e Gestão. A meta tem como base o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Para 2012, a meta de inflação é de 4,5%, com limite inferior de 2,5% e superior de 6,5% (dois pontos percentuais para cima ou para baixo). O BC tem que atuar para que a inflação anual fique em torno do centro da meta. A expectativa dos economistas ouvidos pelo BC no último Boletim Focus é de que o IPCA encerre este ano em 5,42%
Veja nota na íntegra: 
"O Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 7,25% a.a., sem viés, por 5 votos a favor e 3 votos pela manutenção da taxa Selic em 7,50% a.a.
Considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear.
Votaram pela redução da taxa Selic para 7,25% a.a. os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini, Presidente, Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Luiz Awazu Pereira da Silva e Luiz Edson Feltrim.
Votaram pela manutenção da taxa Selic em 7,50% a.a. os seguintes membros do Comitê: Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo e Sidnei Corrêa Marques.".