E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

domingo, 14 de outubro de 2012

Após procissão de sete horas, berlinda de N.S de Nazaré chega à Basílica


O céu ainda estava escuro quando milhares de pessoas se dirigiam pelas ruas do bairro da Cidade Velha, em Belém, em direção a Catedral Metropolitana de Belém. Estava tudo preparado para o início da maior festa religiosa do país. Por volta das 5h30 deste domingo (14), Dom Giovanni Daniel, anúncio apostólico do Brasil, conduzia a missa do 220º Círio, que teve a participação de cerca de cinquenta mil pessoas.
Às 12h30, com um pouco mais de seis horas de procissão, a berlinda com a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré adentrava na praça Santuário, para emoção de centenas de pessoas que a aguardavam desde cedo o encerramento da procissão do Círio 2012.
Problemas com o atrelamento da Berlinda à corda foi motivo de susto, correria e ação rápida dos 1.120 guardas da santa, que logo conseguiram atrelar as duas peças fundamentais para a principal romaria do círio.
Por conta da situação a organização da procissão teve de comandar uma leve aceleração, para que a estimativa de chegada entre 12h e 12h30 à Praça Santuário fosse mantida.
Após o pequeno incidente envolvendo o adereço que carregava a ‘mãezinha’ das mais de dois milhões de pessoas que o acompanhavam, o Círio prosseguiu cheio de histórias, homenagens e emoção.
O envolvimento tomou conta do Estado, e uniu a todos, mesmo que com filosofias diferentes. A Igreja Assembleia de Deus, criada no Pará e uma das mais tradicionais entre as Evangélicas, participou do Círio, pregando o amor ao próximo, um dos mandamentos do cristianismo.
O grupo com cerca de 150 pessoas, conduzido por um pastor, prestou assistência médica e forneceu alimento para os fieis.
A medida que a principal romaria da quadra nazarena abençoava as ruas da capital paraense, crianças, jovens e adultos transformavam dor e cansaço em mais um gesto de fé.
Entre um canto e um ‘Viva Maria’, voluntários da Cruz Vermelha e do Exército garantiam a energia e a segurança dos promesseiros. Na corda, um dos principais símbolos do Círio, o frescor das mangueiras e a garantia de uma promessa cumprida sustentavam as pessoas, divididas em seis estações.