E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Apoio de Lula a Edmilson faz PSOL perder militantes

Como se vê pela reportagem abaixo publicada na Folha de S.Paulo, hoje (23), a estreiteza e o sectarismo do PSOL mostram o quanto é complicado aproximar-se deste tipo de "seita". Definitivamente, tendo que escolher entre o Demo e o Coisa Ruim, o eleitor de Belém deve perguntar-se se, afinal, não merecia sorte melhor. Leiam aí:
A aparição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na propaganda eleitoral de Edmilson Rodrigues (PSOL), candidato à Prefeitura de Belém (PA), espantou setores mais à esquerda da coligação.Além da saída do PSTU, a entrada do PT na campanha fez a Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST), uma das correntes do PSOL, abandonar a campanha do candidato de seu partido.
Para Sílvia Santos, da direção nacional do PSOL e integrante da CST, a presença de Lula é "inaceitável", porque o PSOL nasceu da "traição do PT" --a sigla foi criada em 2004 por dissidentes insatisfeitos com o governo Lula.
O próprio Edmilson foi prefeito de Belém de 1997 a 2004 pelo PT, depois de dois mandatos como deputado estadual pelo partido. Em 2005, deixou o PT e se filiou ao PSOL.
A CST reclama que a participação de Lula na campanha não teve discussão interna.
Além da CST, o PSTU também abandonou a campanha de Edmilson por causa da entrada do ex-presidente.
Eleito vereador em Belém, Cléber Rabelo (PSTU) afirmou que, com a aliança ao PT, o partido perdeu a confiança em que o programa de Edmilson corresponda a reivindicações dos trabalhadores.
"Isso faz parte do vale-tudo eleitoral", afirma Rabelo. Mesmo assim, o partido, da mesma forma que a CST, declarou "voto crítico" em Edmilson, que disputa contra Zenaldo Coutinho (PSDB).
Em nota, a campanha de Edmilson disse que o apoio de Lula e da presidente Dilma Rousseff foi uma manifestação que partiu do PT e que a coligação continua unida.