E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

sábado, 1 de setembro de 2012

Vale procura bactérias "comedoras de cobre" em Canaã dos Carajás (PA)

Mello, da Vale: "É um projeto revolucionário e único na área de mineração"
A Vale, em parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), procura bactérias ou fungos comedores de cobre. O objetivo é retirar o mineral absorvido por esses micro-organismos para reprocessá-lo e colocá-lo à venda no mercado. Quem informa é a IstoÉ Dinheiro desta semana.
“É um projeto revolucionário e único na área de mineração”, afirma Luiz Mello, diretor do Instituto Tecnológico Vale (ITV). A pesquisa está em curso na mina do Sossego, em Canaã dos Carajás (PA), que começou a ser explorada em 2004. Nesse local, existe uma barragem com 20 mil metros cúbicos de água – o equivalente a oito mil piscinas olímpicas – onde foram jogados 90 milhões de toneladas de rejeito com um teor de 0,07% de cobre. Numa conta simples, levando-se em conta o preço atual do minério, a Vale acrescentará R$ 2,8 bilhões de receita bruta ao seu faturamento anual, se conseguir recuperar 100% do cobre. O valor é maior do que o R$ 1,2 bilhão que a mineradora investiu entre 1997 e 2004 na implantação da mina.
“O cobre é um elemento químico que está ficando escasso”, afirma Mello, para justificar o projeto. O metal é um dos mais importantes do ponto de vista industrial e largamente utilizado em fios e cabos. O investimento nessa pesquisa é de R$ 15 milhões. A Vale está aportando apenas R$ 3 milhões. O restante saiu de uma linha de financiamento do BNDES. O projeto ainda está em sua fase inicial e tem duração de cinco anos. Cerca de 20 pesquisadores do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da USP atuam na caçada à bactéria ou ao fungo mais comilão. Eles já estiveram em Carajás e identificaram 35 micro-organismos apreciadores de cobre. Os cientistas, no entanto, ainda vão coletar mais amostras.