E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Crise na Síria - Sinal dos tempos, Casa Branca pede desculpas por filme antes de condenar ataque!

Na Agência Estado, hoje (12):
O general Martin Dempsey, chefe do Estado-Maior conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, pediu nesta quarta-feira ao pastor Terry Jones, um pregador anti islâmico da Flórida, que pare de promover o filme "Inocência dos Muçulmanos", supostamente feito por um homem que se identificou como Sam Bacile, que vive na Califórnia.
Considerado ofensivo ao Islã, o filme ridiculariza o profeta Maomé e levou a uma onda de protestos no Egito e Norte da África. Os protestos culminaram na noite de terça-feira (11) com a destruição do consulado dos EUA em Benghazi, na qual foram mortos quatro diplomatas norte-americanos, entre eles o embaixador dos EUA na Líbia Christopher Stevens. Uma porta-voz da igreja de Jones disse que o filme não será exibido na noite desta quarta-feira.
Comento:
Sei que nado contra a corrente do politicamente correto, mas, vamos e venhamos, o governo de Obama é algo bem próximo do ridículo. Primeiro, após um ato de barbárie explícita por parte de radicais islâmicos, emite uma nota que, antes de condenar a estúpida violência, pede desculpas aos malucões do turbante; agora quer impedir a exibição do tal filme. E o presidente gringo vai à TV afirmar que punirá os responsáveis! Isto é Obama e suas muitas faces, todas elas de qualidade discutível.
De outro lado: um filme como pretexto para assassinato e depredações?
Moda igual pegando entre nós cristãos, deveríamos fazer o que com aqueles que ridicularizam os santos da igreja e os exibem como gays nas paradas multicolores, quebram imagens que para nós são sacras, espancam padres e freiras?
Ainda bem que pelo menos aprendemos, com o tempo e muitos erros, que o maior legado do Ressuscitado é a tolerância.
E infelizmente, a triste verdade é que nada na doutrina islâmica aponta para a tolerância. Feito para unir tribos que, dispersas e sem identidade cultural ou religiosa, vagavam pelo deserto da Arábia, o Islã trouxe à luz a noção de "guerra santa", sua óbvia contribuição aos massacres movidos pelo ódio religioso.