E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Beijo gay no horário eleitoral detona polêmica em Joinville (SC)

No Terra, hoje (5), percebe-se como a busca por "causar furor" a qualquer preço não parece ter paradeiro. Pergunto-me qual a relevância de expor a sexualidade, própria ou de terceiros, no horário eleitoral gratuito. Vejam lá:
Se na televisão brasileira o beijo gay ainda representa um tabu, o programa de um candidato a prefeito de Joinville, maior cidade de Santa Catarina, derrubou essa barreira em seu horário eleitoral. Mostrando um beijo entre dois homens, Leonel Camasão (Psol) marcou posição pelo respeito à diversidade e trouxe o assunto para o centro da campanha eleitoral, causando reação em setores conservadores da cidade.
"O Psol tem na cidade uma trajetória na questão LGBT, muitos filiados do partido participam do movimento. Como já existia essa peça publicitária, que foi utilizada na campanha do Plínio para presidente, em 2010, nós decidimos reaproveitar essa peça", afirmou Camasão.
A veiculação do material nos pouco mais de dois minutos de programa do Psol ganhou projeção e não ficou restrita ao horário eleitoral. "Não esperava a repercussão que está tendo no momento, inclusive o ataque que a gente recebeu do Jornal da Cidade, um jornal local do município, o que ampliou ainda mais a repercussão do caso. Um ataque gratuito levou isso para outro patamar. estou surpreso, mas ao mesmo tempo estou feliz, porque mostrar o beijo gay no horário eleitoral é justamente para promover o debate e a gente está fazendo com que as pessoas parem pra pensa nessa questão".
O ataque a que o candidato do Psol se refere partiu do editor-chefe do jornal, João Franciso da Silva, em sua coluna no periódico. "Nojento aquele beijo gay exibido no programa eleitoral do Leonel Camasão, do PSOL. Tão asqueroso quanto alguém defecar em público ou assoar o nariz à mesa. Gostaria de saber qual a necessidade de exibir suas preferências sexuais em público? Para mim isso é tara, psicopatia. No mínimo falta de decoro. E a "figura" quer ser prefeito e se diz jornalista", escreveu o editor.