E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Fantástico exibe carta inédita de primo assassinado de Bruno

No G1, hoje (26):
Uma carta enviada por Sérgio Rosa Sales aos pais à época da investigação policial sobre o desaparecimento de Eliza Samudio reforça a versão que envolve o goleiro Bruno Fernandes na morte da modelo, que era ex-namorada do jogador. Sales era réu no mesmo processo e foiexecutado nesta quarta-feira (22) no bairro em que morava em Belo Horizonte. O Fantástico obteve a carta, que nunca tinha sido divulgada. O texto também revela que o primo do goleiro estava sofrendo pressão de outros advogados para mudar o depoimento que incriminava Bruno, o que ocorreu quatro meses depois.A carta faz parte do processo e foi escrita quatro dias após a reconstituição em que Sales deu informações à polícia sobre o desaparecimento de Eliza. Nela, o primo de Bruno afirma que tudo o que disse no depoimento à polícia é verdade. Sales aguardava julgamento em liberdade desde agosto de 2011.
Um dos atuais advogados do goleiro nega intimidação. “Não houve pressão de outros advogados não. Eu não percebi isso”, diz o advogado Francisco Simim.
A namorada de Sérgio Rosa Sales, que era réu no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, falou ao Fantástico sobre a rotina do primo do goleiro Bruno Fernandes nos últimos meses. A reportagem preservou a identidade da entrevistada. Sales foi executado na última quarta-feira (22) no bairro Minaslândia, em Belo Horizonte, onde morava. Segundo ela, Sérgio sentia o peso do caso Eliza, situação que o fazia chorar.
“Ele chorava. Porque, querendo ou não, você tem um fardo, sabe? Ele tinha um fardo pra carregar. Quando a gente saía, assim, as pessoas olhavam muito pra ele, sabe? Criticavam muito”, contou a namorada.
Neste sábado (25) à noite, a polícia divulgou uma ameaça sofrida pela vítima pelo celular. Um torpedo dizendo: "Tô na pista. Você é o próximo". Mas o delegado Wagner Pinto afirma que Sales nunca pediu proteção. Na sexta-feira (24), uma denúncia anônima levou à prisão de sete suspeitos. Mas, segundo o delegado, a polícia ainda não tem elementos para ligar a morte dele ao caso Eliza.
Segundo testemunhas do crime, na quarta-feira de manhã cedo, o primo do goleiro saiu de casa para se encontrar com um desconhecido. Supostamente, ia reaver um celular que teria perdido. No caminho, percebeu que estava sendo seguido por um motoqueiro e fugiu. Levou um tiro, mas continuou a correr e, quando entrou no quintal de uma casa, levou mais cinco tiros e morreu
Com o corpo, foram encontrados quatro celulares. A polícia diz que ainda não sabe por que ele tinha tantos telefones. O local em que ele morreu é usado por traficantes e usuários de drogas.
“Não há informações no seu envolvimento no tráfico ilícito de drogas”, falou o delegado Wagner Pinto. Nesta segunda-feira (27), a polícia vai continuar ouvindo testemunhas e tomar o depoimento de sete suspeitos presos na sexta-feira.