E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Tribunal nega pedido de adiamento e mantém audiência de Cachoeira para dia 24.

O juiz do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), José Alexandre Franco, negou pedido de adiamento da audiência do chefe mafioso goiano Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, na Justiça Federal. O advogado de Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos, entrou com pedido alegando que a defesa não tinha acesso ao processo de acusação. A audiência está marcada para a próxima terça-feira (24).
No entanto, o juiz federal alegou que a defesa dos réus já recebeu os autos do processo, invalidando o argumento de Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"O retardamento da instrução só iria comprometer escorreita tramitação processual, com nova diligência que, data vênia, em nada acrescentaria à instrução criminal. Pelo que está relatado, as informações e provas sõa suficientes para os advogados se inteirarem da imputação e das provas para bem defender o denunciado. Eventuais questionamentos às operadoras de telefonia poderão ser feitos posteriormente, até o final da instrução, sem impedir a oitiva das testemunhas", anotou o juiz José Alexandre em sua decisão.
A defesa de Cachoeira também questionou o procedimento de policiais federais durante as investigações da operação Monte Carlo, que prendeu o empresário no dia 29 de fevereiro. Na decisão, o juiz afirmou que as dúvidas podem ser tiradas durante as audiências. "Repito, não há mais motivo para se remarcar a audiência, ainda mais que não se tem prazo para conclusão daquelas diligências", frisou José Alexandre.
A audiência será dividida em duas partes. Na terça-feira serão ouvidas quatro testemunhas de acusação e dez de defesa. Na quarta-feira (25), serão interrogados os sete réus do caso. Além de Cachoeira, Gleyb Ferreira da Cruz, Idalberto Matias de Araújo, José Olímpio de Queiroga Neto, Lenine Arújo de Souza, Raimundo Washington de Sousa Queiroga, Wladmir Garcez Henrique e Geovani Pereira da Silva também são processados.