E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Soldado que assassinou advogado no Carrefour em Goiânia alega legítima defesa


Foi apresentado à imprensa nesta sexta-feira (20), Jonathas Atenevir Jordão, soldado da PM de Goiás que matou o advogado Davi Sebba Ramalho, de 38 anos, no início deste mês. Jordão garantiu que matou o advogado em legítima defesa.
De acordo com o assessor de comunicação da Polícia Militar (PM), tenente-coronel Anésio Barbosa da Cruz, que também acompanhou a entrevista coletiva, o soldado, que faz parte da corporação há nove anos, relatou como foi toda a ação que resultou na morte do advogado. “Ele explicou com riqueza de detalhes como tudo aconteceu. Ele deixou claro que não queria executar o advogado. A ideia era prendê-lo”, afirmou o militar.
Sobre a arma que supostamente teria sido apontada por Davi, o policial suspeito garantiu que ela pertencia ao advogado. “Ele voltou a dizer o mesmo que já disse à Corregedoria da PM e à Polícia Civil: que só atirou para se defender, já que o rapaz estava armado”, diz o assessor da PM.
A entrevista coletiva foi realizada no escritório do advogado do suspeito, Roberto Rodrigues. O caso da morte do advogado Davi Sebba é investigado pela Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) e também é apurado pela Corregedoria da PM.
Demonstrando frieza e sem dar sinais de qualquer arrependimento, tanto o soldado Jordão quanto o tenente-coronel Cruz, deixam claro qual será o resultado do inquérito da PM instaurado para apurar o caso. Resta saber se o inquérito da Polícia Civil concordará com a tese da defesa de Jordão. Um agente policial incapaz de avaliar com precisão o grau de perigo contido na ação em que está envolvido jamais poderia integrar uma corporação militar, muito menos uma unidade de "inteligência" e infiltração como é considerado o "CME2".