E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

segunda-feira, 23 de julho de 2012

PT de Parauapebas sai na frente na campanha virtual e libera jingle na Internet. Bel Mesquita não é citada.


A campanha do PT e seus aliados que pretende eleger José das Dores Couto, o "Coutinho", prefeito de Parauapebas, já está nas redes sociais.
O jingle da campanha de Coutinho já pode ser ouvido em um canal próprio do You Tube (o #RedeCoutinho13) e os correligionários podem interagir através de redes sociais como o Facebook e Twitter.
Baseado no mote nacional do PT (que busca vincular a legenda com o "novo" e o "povo"), e obviamente escorado em pesquisas, o jingle tem como pièce de résistance a ideia da "mudança contínua" através do "trabalho" (pode ser uma concessão à presença do PMDB na chapa majoritária) e explora a proximidade do candidato petista com a presidente Dilma.
A ofensiva de Coutinho sobre a Internet faz todo o sentido. Bem atrás nas pesquisas, Coutinho é o herdeiro de oito anos de administração do petista Darci Lermen e traz para a campanha a responsabilidade de manter Parauapebas longe das garras e bicos dos tucanos paraenses; além disso, Coutinho conseguiu manter em sua coligação partidos que dão, digamos, um novo sentido à palavra "pragmatismo".  Coutinho não pode esperar que PP e PMDB, por exemplo, continuem em sua base e a defendê-lo caso o ponteiro das pesquisas não sofram alteração significativa.
Sejamos claros. Eleição hoje é igual a Valmir da Integral eleito e Jatene colocando Parauapebas como mais uma de suas "áreas de influência".
Coutinho e seus aliados precisam remar muito para impedir que isso aconteça.
O jingle, se não chega a empolgar, não é de todo ruim para uma primeira tentativa.
Não sei se outra versão está sendo preparada, mas percebo que Bel Mesquita, a vice mais cobiçada e pela qual o PT arriscou rachar-se ao meio, sequer é citada na cantoria. Talvez esta primeira versão tenha como fito "apresentar" Coutinho aos eleitores. Espero que assim seja. Dispor de uma arma como Bel Mesquita e não usá-la, depois de ter tido tanto trabalho para tê-la, soa mais que estranho para uma candidatura que precisa de toda ajuda que puder conquistar.