E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quinta-feira, 19 de julho de 2012

PC ouve pai de comentarista assassinado, mas greve da Civil em Goiás prejudica investigações, diz delegada.

Adriana Ribeiro de Barros, titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), colheu na tarde de ontem (18), o depoimento de Manoel de Oliveira, pai do cronista esportivo Valério Luiz, assassinado a tiros no último dia 5. Logo depois do assassinato, Manoel disse saber quem matou seu filho.
Ao deixar a delegacia, Manoel falou com os jornalistas que o aguardavam, mas não quis confirmar a participação de policiais militares na morte de Valério. De forma evasiva ele afirmou que acredita que a Polícia Civil vai esclarecer os fatos.
Segundo Manoel, a crônica esportiva de Goiânia fará uma homenagem a Valério no próximo sábado (21), no intervalo do jogo entre Goiás e Avaí, no Serra Dourada, pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Cerca de 300 camisetas estampadas com o rosto do comentarista serão distruibuídas aos profissionais da imprensa que irão trabalhar na cobertura da partida.
Infelizmente, a apuração de crimes segue prejudicada pela greve da Polícia Civil. Pedidos de diligências e exames periciais acumulam-se sem que haja pessoal suficiente para realizá-los.
Na entrevista coletiva concedida na manhã de ontem, o secretário de Segurança Pública de Goiás, João Furtado Neto, afirmou que as investigações de assassinatos como os de Valério e do advogado Davi Sebba não seriam prejudicadas pela greve de agentes de polícia e escrivães da Polícia Civil.
Mas, a titular da DIH, delegada Adriana Ribeiro foi mais realista ao reconhecer que as investigações apresentam problemas para serem concluídas, “As diligências, que são o próximo passo, serão atrapalhadas”, disse.