E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Empresários pedem desoneração do custo da energia elétrica para setor industrial

Após encontro organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na capital paulista hoje (20), dirigentes empresariais decidiram apresentar ao governo no dia 20 de agosto, entre outras propostas, a desoneração do custo da energia elétrica para o setor industrial. O pedido será encaminhado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), instância superior de aconselhamento do Plano Brasil Maior, lançado em agosto de 2011 pelo governo federal.
De acordo com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, espera-se que haja uma redução considerável do custo de energia. “Tem que ser uma redução forte, porque pequena não resolve o problema”, disse. Segundo o presidente da CNI, uma redução entre 10% e 15% seria satisfatória, mas alguns setores como o de alumínios precisariam de um ajuste maior, de 20% no mínimo. “É claro que gostaria que fosse bem acima disso, porque a energia brasileira hoje é a segunda mais cara do mundo”, disse.
Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), disse que os vencimentos das concessões do setor elétrico, que começam em 2015, podem resultar em redução de custos, “um dos elementos importantes para a competitividade industrial”.
Godoy também defende uma revisão dos impostos e encargos setoriais que incidem sobre a energia, como a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e a Reserva Global de Reversão (RGR). Para ele, outros cortes, como no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), PIS e Cofins, também poderiam ajudar.
Além da questão da energia, investimentos na área da infra-estrutura foi discutido no encontro. O relançamento das concessões de estradas, liberação de novas autorizações para portos e ampliação das concessões de aeroportos serão importantes para o país.
Godoy avalia que, de modo geral, as medidas do Plano Brasil Maior dependem de maior estrutura no país. “Elas [medidas] são importantes, são pontuais, terão efeito, mas o efeito permanente se dará através de políticas mais estruturantes”, disse.