E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

terça-feira, 10 de julho de 2012

Assassinato de advogado por PM em Goiás repercute nas redes sociais e faz aumentar pressão sobre cúpula da segurança


“O que acontece quando um pai de família é morto por policiais? O que acontece com um filho que vai crescer sem um pai para satisfazer a fraude que é a polícia? Quando vamos poder confiar na polícia ou na justiça? Quem se acha no direito de julgar um homem de bem? Essa covardia não pode mais acontecer... Já tivemos o caso do Pedro Henrique, agora mais um amigo morto injustamente e além de tudo, policiais rindo e o colocando como troféu. Este grupo foi criado para o compartilhamento de notícias e para todos que quiserem dar força para a família do Davi e além de tudo, pedir Justiça! Não podemos nos conformar!”
O texto acima está na descrição do grupo "Justiça por Davi!", criado na sexta-feira (6), um dia depois do advogado Davi Sebba ter sido assassinado por um policial militar no estacionamento do Carrefour Sudoeste, em Goiânia. O grupo já tem mais de 5 mil membros e promete fazer barulho, como forma de pressionar a cúpula da segurança pública de Goiás, que já anda claudicante.
A OAB/GO também pressiona por rigor e celeridade nas investigações. Como o blog informou, o presidente seccional da OAB, Henrique Tibúrcio, deverá reunir-se na quarta-feira (11) com o secretário de Segurança Pública de Goiás, João Furtado.
O caso fica cada vez mais estranho. No domingo (8), três dias após o assassinato, um tablete de maconha foi encontrado na manhã no estacionamento onde o advogado foi morto A PM alega que o tablete de maconha pode ter ligação com o crime. A Polícia Militar informou que passava pela entrada do supermercado, na Avenida T-9, quando uma senhora abordou os militares e disse ter visto um embrulho, provavelmente droga. No local também estava um isqueiro azul. A área foi isolada até a chegada da Polícia Civil.
A PM também apresentou uma arma que teria sido usada por Sebba para reagir contra os policiais. A família desmente o fato e afirma que Sebba jamais possuiu ou portou uma arma.
Vamos combinar: ainda que Sebba fosse um perigoso e notório traficante, imaginar que a PM não é capaz de efetuar uma prisão e acaba matando o suspeito, é algo aterrador. É mais do que justa a pressão que vem sofrendo a cúpula da Segurança Pública, em Goiás. A família e os amigos têm o direito de saber a verdade sobre o que, afinal de contas, levou um agente público a matar Sebba.
A missa de sétimo dia pela morte de Sebba está sendo anunciada para quarta-feira (11), às 19h, na Paróquia de São Paulo Apóstolo, Setor Oeste.