E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

sábado, 21 de julho de 2012

Apesar de decisão da justiça, Sindicato mantém greve de policiais civis em Goiás

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol), Silveira Alves de Moura, informou neste sábado (21) que a greve da categoria continua. Ele alegou não ter sido comunicado oficialmente da decisão da Justiça que determina o fim da paralisação, sob o risco de arcar com uma multa de R$ 10 mil por dia.
Na sexta-feira (20), o governo do estado pediu que a Justiça aumente a multa para R$ 100 mil a cada dia parado. Esse novo pedido está sendo analisado pelo desembargador Geraldo Gonçalves.
De acordo com a secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás, João Furtado, vai se reunir com grevistas segunda-feira (23). Se eles continuarem parados o ponto será cortado e se a greve ultrapassar os 30 dias o secretário disse que vai demitir os funcionários.
Há 12 dias, escrivães, agentes da Polícia Civil, peritos e médicos legistas estão em greve. Segundo a categoria, apenas 30% do contingente está trabalhando.
A paralisação atrasa diligências e investigações, além de penalizar familiares daqueles que tiveram mortes violentas. Sem exame necroscópico, nesses casos, é impossível providenciar o enterro.
Um pedreiro morreu na sexta, às 16h, ele estava fazendo um telhado quando caiu e bateu com a cabeça. O corpo foi removido quase dez horas depois. Na manhã deste sábado (21), a família da vítima ainda esperava os médicos fazerem a autópsia para o corpo ser liberado.
“A família toda está chocada, e não tem como fazer nada. A cada hora que passa, o sofrimento aumenta mais”, conta a nora da vítima, a dona de casa Ana Rita de Faria. (Com informações da TV Anhanguera)