E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

terça-feira, 26 de junho de 2012

Touché! - Presidente do Paraguai sugere que Dilma consulte "brasilguaios". "Dentro da lei, tudo; fora dela, nada", garante Franco


Depois que a Suprema Corte declarou não cogitar determinar qualquer mudança na decisão do Senado do Paraguai, referendando o afastamento de Fernando Lugo por incompetência, e da OEA ter declarado que não vislumbra sinais de "golpe de estado" na crise paraguaia, o presidente paraguaio, Federico Franco, pediu nesta terça-feira (26), que a presidente Dilma Rousseff consulte seus compatriotas que vivem no país vizinho sobre o novo governo, empossado após o impeachment de Fernando Lugo na última sexta-feira. "Aqui tem 500 mil brasileiros, e quando as terras dos "brasiguaios" eram invadidas, a embaixada respondia que esse é um pais autônomo, que eles não poderiam fazer nada", disse o presidente, logo depois de um encontro com "brasiguaios" na sede do governo, em Assunção. No domingo, representantes dos "brasiguaios" encaminharam à Dilma um pedido para que o Brasil reconheça o governo Franco e trate o Paraguai como país amigo.
O novo presidente afirmou que o objetivo imediato é arrumar a casa e não priorizar a melhoria da imagem de seu país junto à comunidade internacional. "Se eu dissesse que a prioridade é a comunidade internacional, eu estaria mentido. Quero arrumar a casa e transmitir daqui para a comunidade internacional a tranquilidade. Prometo que vou me esforçar para demonstrar à comunidade internacional e à região que esse é um governo absolutamente democrático", afirmou.
Franco ainda lembrou o ex-presidente brasileiro Fernando Collor, "que também sofreu impeachment", ao falar sobre o processo que destituiu Fernando Lugo da presidência. Quando ouviu de um jornalista que o processo brasileiro levou meses e não dias, disse apenas que quando isso aconteceu "Itamar assumiu, porque é o que dizia a Constituição".
O presidente paraguaio destacou que ele era a única pessoa que poderia assumir a presidência do país, e afirmou que, se não o fizesse, poderia ser responsável por uma guerra civil. "Sou o responsável por garantir que aqui não vai ter guerra civil".
Perguntado sobre a mobilização de Lugo, que busca força junto a movimentos sociais, além de ter montado um gabinete paralelo, Franco afirmou que vai aceitar as manifestações, desde que ocorram dentro da legalidade. "O que não podem ocorrer são os excessos. Dentro da lei, tudo; fora da lei, nada (...). Fernando Lugo ainda está ferido, creio que por ser um homem da igreja, de reflexão, vai chegar a um momento de iluminação e vai avaliar o custo-benefício no momento de tomar suas decisões. Espero que faça isso", disse. (Com informações das Agências internacionais/ Foto - Portal Terra)