E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

sábado, 23 de junho de 2012

Resultado da exumação de criança que teria "ressuscitado" no Pará sai em 20 dias

Foi concluída por volta das 13 h deste sábado (23) a exumação do corpo do garoto Kelvys Simão, 2 anos. O resultado da necropsia será liberado no prazo de 20 dias e poderá precisar a causa e o momento exato do falecimento da criança e, com isso, ser uma das peças definitivas para identificar se houve ou não negligência durante seu tratamento médico.
Segundo informações do delegado Rogério Moraes, da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), que preside o inquérito, a exumação foi realizada com sucesso por peritos do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves.
Mas, só haverá respostas para o caso após a liberação de resultados da perícia e a apuração de todos os depoimentos. "Continuaremos tomando depoimentos. Conversaremos com pessoas importantes para o caso na semana que vem", declarou o delegado. Até o momento, já foram ouvidas 15 testemunhas.
O corpo de Kelvys está enterrado no cemitério da ilha de Cotijuba, região insular de Belém. Participaram da necropsia os peritos do CPC Renato Chaves, o delegado Rogério Morais e mais dois policiais civis.
A exumação do corpo da criança foi autorizada na quarta-feira passada, pela Comarca Judiciária de Icoaraci, por solicitação do delegado Rogério Moraes, da Delegacia de Ordem Administrativa (DOA), da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), responsável pelas investigações da morte do menino.
No dia 1º deste mês, o garoto Kelvys Simão foi atendido no Hospital Abelardo Santos, com suspeita de pneumonia e desidratação. Segundo o pai da criança, Antonio Carlos Freitas dos Santos, Kelvys teria sido submetido a excessivas aplicações de aerossol, o que teria provocado uma parada respiratória. Após 15 minutos de tentativa de reanimar o garoto, o pai foi informado do falecimento pela equipe médica.
No dia seguinte, já na ilha de Cotijuba, Kelvys teria acordado, durante o velório, sentado no caixão e pedido para beber água. O pai chegou a levá-lo para o hospital, mas ele já chegou morto. Na guia de sepultamento da criança consta como causa da morte um quadro de insuficiência respiratória, desidratação e broncopneumonia. (Shamara Fragoso/DOL, com informações do Diário do Pará)