E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

domingo, 24 de junho de 2012

Prisão de suspeito de matar menina em Barcarena (PA) não deve demorar, diz delegado

O delegado titular da Delegacia de Barcarena, no nordeste do Pará, Maurício Menezes, disse que as investigações sobre o desaparecimento e morte da adolescente Daiane do Carmo Macedo, de 14 anos, estão bem avançadas. Ele deve pedir a prisão preventiva do suspeito, assim que tiver o resultado da perícia do IML.
Na tarde deste sábado (23), o delegado ouviu o depoimento da pessoa que encontrou o corpo da vítima e avisou a polícia. Segundo Menezes, as informações colhidas foram muito importantes, mas ele não adiantou quem poderia ter sido o autor do crime.
A adolescente sumiu na última segunda-feira. Desde o começo da semana, a polícia ouviu várias pessoas que pudessem colaborar com a apuração do caso. A mãe da menina foi ouvida duas vezes.
Segundo o delegado, até segunda-feira, a polícia já terá material suficiente para pedir a prisão preventiva do principal suspeito do crime. Há rumores na comunidade Santo Antônio, zona rural de Barcarena, onde o crime ocorreu, de que o criminoso pode ser alguém ligado à família da vítima.Segundo um parente da vítima, atualmente, Daiane estava morando com a mãe, o padrasto e outra irmã. O corpo da adolescente, encaminhado para perícia neste sábado, foi encontrado em estado de decomposição.
O autônomo Pedro Rodrigues de Macedo, pai de Daiane disse não ter dúvida de que o suspeito de cometer o crime é o padrasto da filha.
A vítima foi encontrada amarrada em uma árvore e com o corpo em estado de decomposição. Daiane estava desaparecida há cindo dias. Ela foi achada só com as peças íntimas do corpo.
Pedro disse que a polícia local prendeu o padrasto da menina, mas ele foi liberado por falta de provas. Depois de solto, o padrasto teria indo embora da comunidade. Segundo Pedro, é muito estranho que o suspeito tenha viajado no momento como esse, já que ele dizia gostar da menina.
“Soube que ele (o padrasto) pegou um barco e foi embora para Muaná (no Marajó)”, disse o pai de Daiane. Pedro Macedo tinha a guarda da filha. Há cinco meses, a menina saiu de casa para morar com a mãe, que estava doente. O pai conta que o padrasto tratava mal a menina e fazia ameaças.
Daiane do Carmo Macedo, de 14 anos, era aluna da sétima série de uma escola pública em Barcarena. Segundo o pai, a menina gostava de estudar e era uma excelente filha. A adolescente não tinha namorado, e o círculo de amizades dela envolvia apenas os colegas da escola, primos e sobrinhos.
A menina, que não dizia para o pai o que queria ser quando crescesse, era muito solidário com todos. “Ela gostava de ajudar. Estudava para ser alguém que pudesse ajudar os outros”, disse Pedro.