E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Na CPI do Cachoeira, jornalista afirma que Perillo pagou seus serviços com "Caixa 2". "Ele mentiu", diz Bordoni

Neste momento Luiz Carlos Bordoni fala à CPI do Cachoeira e solta o verbo. Acusa Marconi Perillo, Carlos Cachoeira e assessores de ambos. Diz que recebeu de Marconi o pagamento pelos serviços prestados na campanha de 2010, através de "Caixa 2".
E diz que Marconi mentiu à CPI.
Cita o caso da presidência do Detran/GO, que afirma ter sido indicação de Cachoeira.
Diz ainda que Cachoeira, graças à amizade com Perillo, controla as Polícias Militar e Civil de Goiás.
Afirma ainda que a máfia do jogo continua em plena atividade em Goiás, sob o controle de Cachoeira e a conivência de Perillo.
Bordoni diz que Wladimir Garcêz, tucano e ex-vereador de Goiânia, era o "braço político" de Cachoeira e " como todo intermediário do esquema, presença constante no gabinete de Perillo".
Ontem, durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Goiás nesta terça-feira, o ex-vereador Wladimir Garcêz disse que o jornalista Luiz Carlos Bordoni pediu "patrocínio" de R$ 200 mil a Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar um esquema de exploração de jogos ilegais em Goiás.
Segundo Garcez, o dinheiro seria para o jornalista não divulgar informações de amizade entre o senador Demóstenes Torres e Cachoeira. Além disso, o ex-vereador disse que Bordoni mencionou uma "questão pessoal" ao fazer o pedido. "No meio do ano de 2011, o Carlinhos (Cachoeira) foi procurado por Bordoni. Não participei da conversa. Ele me contou depois", disse Garcez, afirmando que foi ele que fez um dos depósitos de parte do valor solicitado em uma conta de Bruna, filha do jornalista.
"Eu entrei em contato com Geovani para que se fizesse o depósito", disse. Geovani Pereira da Silva é apontado como tesoureiro de Carlos Cachoeira. Segundo o ex-vereador, foram dois depósitos bancários e um valor repassado em dinheiro ao jornalista, mas não apresentou provas.
O clima esquentou de vez. Como a situação de Perillo complica-se a cada momento, o deputado Carlos Sampaio (PSDB) e a bancada tucana tentam impedir que o depoente continue sua declaração inicial, protagonizando um dos momentos mais tristes de uma CPI cheia de momentos tristes.
Sendo verdade metade do que afirma Bordoni, Perillo não tem a menor condição de seguir no cargo. Bordoni implica o cunhado, o irmão e outras pessoas muito próximas a Perillo como envolvidos em diversas operações de compras de terrenos, segundo ele, com dinheiro do esquema ilegal.