E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quinta-feira, 28 de junho de 2012

DENÚNCIA: Chanceler de Chávez tentou insuflar golpe militar no Paraguai!

Por muito pouco a mudança de governo no Paraguai não deriva em um golpe militar e tudo graças à intervenção do chanceler da Venezuela e pau-mandado de Chávez, o malucão que perpetua-se no poder, mudando ao seu bel-prazer a Constituição de seu país. A ministra da Defesa do Paraguai, María Liz García, denunciou nesta quinta-feira (28) que o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, tentou "sublevar" as Forças Armadas do Paraguai quando esteve no país há uma semana para acompanhar o julgamento político contra o ex-presidente Fernando Lugo.
Segundo María Liz, na sexta-feira passada, enquanto Maduro participava de uma missão de chanceleres da Unasul (União Sul-Americana de Nações), ele se reuniu no Palácio Presidencial com os comandantes das Forças Armadas paraguaias.
Maduro, que segundo a ministra foi à reunião acompanhado do embaixador do Equador no Paraguai, Julio Prado, "inflamou os militares a responder à situação que estava ocorrendo naquele momento contra o presidente Lugo" em troca prometeu-lhes "apoio dos países em nível internacional".A ministra fez a denúncia nesta quinta-feira em declarações aos jornalistas que cobriam a posse do novo chefe da segurança presidencial de Federico Franco, o sucessor de Lugo.
María Liz García disse que em 22 de junho, enquanto o julgamento de Lugo era realizado, o chefe do Gabinete Militar da Presidência, o general Ángel Vallovera, convocou os comandantes das Forças Armadas e Maduro conversou com eles.
Vallovera foi substituído na quarta-feira pelo general Juan Carlos Vega num ato no qual Franco substituiu também os comandantes do Exército e da Marinha.
Em resposta a Maduro, "as Forças Armadas atuaram constitucionalmente e graças a eles hoje estamos todos tranquilos", acrescentou a ministra.Além disso, María Liz esclareceu que a suposta oferta do chanceler venezuelano aos militares não foi "para impedir o julgamento político", mas para que "respondessem ao que fosse ocorrer com o presidente Lugo, mas "eles se mantiveram firmes em obedecer à autoridade legal e legitimamente constituída".
Inicialmente, ao ser consultada pelos repórteres, a ministra indicou que não tinha informação sobre o incidente, publicado hoje na imprensa paraguaia a partir de "fontes ligadas" a Franco, mas depois voltou a conversar com os jornalistas e explicou que tinha recebido informações recentes que confirmavam o fato.
O deputado paraguaio Justo Cárdenas, do Partido Colorado, formação que governou durante 61 anos o Paraguai, até a chegada de Lugo à Presidência, em 2008, pediu que o Ministério Público investigue o caso.
Maduro foi declarado na terça-feira passada "persona non grata" pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados do Paraguai por afirmar no último dia 22 que o julgamento político contra Lugo era um "atropelo das instituições democráticas e um golpe parlamentar ao estado de direito".