E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Assessores de Agnelo e Perillo pedem ao Supremo para não falar à CPI

João Carlos Feitoza, o Zunga, ex-assessor do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e Lúcio Fiúza Gouthier, ex-auxiliar do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), pediram nesta sexta (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorizações para ficarem calados na CPI do Cachoeira.
Os dois serão ouvidos na próxima semana na comissão que investiga a extensão das relações do mafioso goiano com o mundo político. Com os pedidos, eles querem evitar o risco de serem presos se não responderem às perguntas dos parlamentares.
Na terça-feira (26), a CPI irá sabatinar pessoas sobre a venda da casa do governador de Goiás, onde Cachoeira estava quando foi preso pela Polícia Federal em fevereiro.
Um deles é Lúcio Fiúza, ex-assessor especial de Perillo, teria presenciado o pagamento do imóvel.
Além dele, a CPI também pretende ouvir Écio Antônio Ribeiro, um dos sócios da empresa Mestra Administração e Participações, em nome da quem a casa foi registrada em um cartório em Trindade (GO). Ribeiro também impetrou habeas corpus no STF para ficar em silêncio.
Na quinta, os parlamentares irão tomar o depoimento de outros nomes ligados a Agnelo suspeitos de envolvimento com a quadrilha de Cachoeira.
Ex-subsecretário de Esportes do Distrito Federal (DF), João Carlos Feitoza, o Zunga, apelou ao Supremo para ficar em silêncio e assegurar a presença de seu advogado ao seu lado na audiência. Segundo a Polícia Federal, ele seria o elo entre Agnelo e o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Entre os depoentes, está o ex-chefe de gabinete do governador do DF, Cláudio Monteiro. Monteiro assegurou nesta sexta uma liminar do Supremo permitindo que ele fique em silêncio na comissão. O habeas corpus foi concedido pelo ministro Cezar Peluso.