E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Kadafi financiou campanha de Sarkozy, diz site. Ex-primeiro-ministro líbio confirma.

É, queridos, nada como uma campanha eleitoral para trazer revelações surpreendentes. Trata-se de uma regra universal. Verdades e mentiras acabam sendo veiculadas com igual intensidade e tornam-se armas no debate que deveria ser político.
É assim no Brasil, nos Estados Unidos ou na culta e politizada França.
Vejam lá o que diz a agência de notícias francesa EFE, sobre a denúncia que Sarkozy, presidente francês e candidato à reeleição, teria recebido 50 milhões de euros do ditador líbio Muammar Kadafi, para sua campanha em 2007:
O ex-primeiro-ministro líbio Baghdadi Ali al-Mahmuodi afirmou que o regime de Muammar Kadafi financiou a campanha presidencial de Nicolas Sarkozy em 2007, informaram seus advogados no site "Mediapart.fr".
O ex-chefe de Governo ainda confirmou a autenticidade do documento publicado no último sábado pelo site, no qual o regime líbio autorizava o pagamento de € 50 milhões à campanha de Sarkozy. "Existe um documento assinado por Mussa Kussa e Sarkozy sobre um financiamento ao francês", disse o ex-premiê, que se encontra preso na Tunísia.
O presidente francês, em campanha para reeleição, anunciou na última segunda ter aberto um processo contra a página da internet por falsificação. O site contra-atacou com calúnias, o que motivou a abertura de uma investigação judicial.
O "Mediapart.fr", fundado e dirigido pelo ex-diretor do jornal francês Le Monde, Edwy Plenel, defende a veracidade do documento ao apresentar o testemunho indireto de Mahmoudi. A declaração chegou ao site através do advogado do ex-primeiro-ministro, Béchir Essid, que confirmou que a nota em questão foi redigida por ordem direta de Mahmoudi.
No entanto, as declarações do ex-premiê contrastam com as de outros ex-políticos líbios. O próprio Mussa Kussa, antigo chefe dos serviços secretos de Kadafi e suposto signatário do documento publicado, negou a autenticidade do documento. Da mesma forma, o chefe do Comitê Nacional de Transição, Mustafa Abdul Jalil, afirmou que se trata de um documento falso.
O receptor do documento supostamente era o líbio Bashir Saleh, que atualmente se encontra exilado na França e cuja extradição é solicitada por fraudes financeiras. Saleh também negou, por meio de seus advogados ter recebido a carta.
Além disso, Sarkozy enfrenta outro boato relacionado à Líbia. A revista "Les Inrockuptibles" afirmou que o presidente francês assinou um acordo com Kadafi sobre energia nuclear em troca da libertação de cinco enfermeiras e um médico búlgaros. (Com informações da Ag. EFE)