E como os brados no Mundo podem tanto, bem é que
bradem alguma vez os pregadores, bem é que gritem
Pe. Antonio Vieira

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Campanha do SIM desmascara Jatene e aposta que a Verdade pode vencer o medo!

Queridos, acabo de ver o programa do SIM na TV.
Sinceramente, gostaria muito que certas coisas não precisassem ser ditas. No mundo ideal, as autoridades respeitariam a liturgia de seus cargos e, principalmente, respeitariam a inteligência de seus eleitores.
Infelizmente, não vivemos no mundo ideal.
Vivemos no mundo real.
E no mundo real, vimos um governador tentar ser rei. Bom, rei ele não é!
Hoje, OS INTEGRANTES DAS FRENTES A FAVOR DE CARAJÁS E TAPAJÓS MOSTRARAM QUE QUALQUER AUTORIDADE PODE SER CONTRADITADA!
Afirmo aqui: Trabalho claramente pela criação de Carajás e Tapajós. Mas, depois do programa de hoje, com qualquer resultado no plebiscito do dia 11, estarei feliz porque NÓS, OS VERDADEIROS DEMOCRATAS, JÁ GANHAMOS!
GANHAMOS PORQUE MOSTRAMOS QUE NÃO NASCEMOS PARA USAR CANGALHAS!
GANHAMOS PORQUE CONFRONTAMOS A EMPÁFIA E A PREPOTÊNCIA DE QUEM PRETENDE USAR O ARGUMENTO DA FORÇA!
GANHAMOS PORQUE DEFENDEMOS A VERDADE E A DEMOCRACIA!
GANHAMOS PORQUE TIVEMOS A CORAGEM DE GRITAR "CHEGA DE MENTIRAS"!
GANHAMOS, ENFIM, PORQUE ARRANCAMOS AS MÁSCARAS QUE RECOBRIAM OS RESPONSÁVEIS POR NOSSO ATRASO!
NOSSOS LÍDERES, HOJE, CHAMARAM AS COISAS PELOS SEUS NOMES!
TRAÇAMOS UMA LINHA QUE NOS SEPARARÁ PARA SEMPRE DAQUELES QUE QUEREM VENCER SEM SE IMPORTAR COM OS MEIOS!
Garanto uma coisa: o eleitorado de Carajás e Tapajós sempre se lembrará de quem, com coragem e determinação, não teve medo e levantou a sua voz contra os arreganhos de autoritarismo e o império da mentira e da manipulação!
Sei que cada um desses parlamentares terá o reconhecimento de todos nós.
Hoje, eles mostraram que, acima de qualquer coisa, a Democracia e a Verdade SEMPRE haverão de triunfar!
Agora, a campanha do Não, desde sempre vazia de propostas, terá que vir para o campo da política, desta feita sem as máscaras que seus líderes e seus capatazes estão acostumados a usar!
PS: Não tenho a pretensão de "pautar" quem quer que seja, mas reivindico o prazer de jamais ter cedido à tentação de trilhar o caminho mais fácil!
PS II: A operadora de internet deixou-me na mão. Estamos operando no "plano B". Há posts e comentários na fila. Assim que normalizar a conexão teremos outros assuntos a discutir.

Supremo deverá retomar julgamento do menino Sean Goldman


O STF (Supremo Tribunal Federal) irá retomar o julgamento do caso do menino Sean Goldman. Por maioria de votos, a 1ª Turma decidiu levar ao Plenário da Corte o julgamento dos processos. Ainda não há data prevista para o julgamento. Sean foi levado pelo pai biológico, David Goldman, em dezembro de 2009 por determinação judicial que lhe devolveu a guarda do menino.
No Brasil, Sean vivia com o pai adotivo e a irmã. A mãe, Bruna Bianchi, casou-se com David nos Estados Unidos e trouxe Sean para passar férias no Brasil, em 2004. Depois de se separar com David, ela não retornou aos Estados Unidos. Aqui, casou-se novamente em 2008, e após o parto da irmã de Sean morreu. Assim, o pai biológico pediu a guarda da criança.
Nos recursos, Silvana Bianchi, avó do menino, pede que seja suspensa decisão do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), que determinou a entrega do menor ao seu pai biológico, David Goldman, que reside dos Estados Unidos. Silvana Bianchi quer que o menino seja ouvido sobre sua vontade de ficar no Brasil, com sua família brasileira.
Em dezembro de 2009, o relator do HC, ministro Marco Aurélio, concedeu liminar para suspender a decisão do TRF-2. Essa decisão, contudo, foi reformada pelo então presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, que, ao analisar dois Mandados de Segurança (MS 28524 e 28525), dias depois, suspendeu a decisão do ministro Marco Aurélio.

Supremo retoma hoje julgamento da "Ficha Limpa"


O julgamento da validade da Lei da Ficha Limpa, interrompido no último dia 9 de novembro por um pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa, deverá ser retomado hoje no Supremo Tribunal Federal (STF). As três ações que tratam do assunto foram incluídas na pauta pelo presidente da Corte, Cezar Peluso.
Ao pedir vista, Joaquim Barbosa disse que iria esperar a chegada da ministra Rosa Weber para trazer o caso de volta a plenário. Na ocasião, ele argumentou que faria isso para evitar possíveis constrangimentos na hipótese de novo empate entre os ministros, mas o relator da matéria, Luiz Fux, disse que conversaria com Barbosa para tentar demovê-lo da ideia, uma vez que considerava o julgamento urgente. Rosa Weber foi indicada pela presidenta Dilma Rousseff (PT) para ocupar a vaga de Ellen Gracie, que se aposentou. Mas seu nome ainda tem que passar pelo Senado.
Barbosa liberou os processos para o plenário ontem. São três ações em análise, sendo que a principal é a da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A entidade pede que o STF declare a constitucionalidade de toda a Lei da Ficha Limpa para que não haja dúvidas para as eleições do ano que vem.
O julgamento será retomado com o voto vista de Barbosa. Até agora, o único voto proferido é o de Fux, que fez uma defesa quase integral da lei. O ministro propôs apenas uma alteração: só ficariam inelegíveis políticos que renunciassem para escapar de possível cassação quando o processo no Conselho de Ética já estivesse em andamento.
A proposta foi rechaçada pelos defensores da lei, que viram a possibilidade de brecha para políticos escaparem da inelegibilidade. Em seguida, Fux admitiu que poderia mudar seu voto para adequá-lo à versão mais austera da norma.

Zenaldo financia (com dinheiro público) estudo do IPEA contrário a Carajás e Tapajós!

Zenaldo "Pantaleão" Coutinho nos deve uma explicação!
Ele favoreceu o Instituto de Política Econômica Aplicada (IPEA) COM UM MILHÃO DE REAIS ano passado!
O IPEA, favorecido por Zenaldo COM UM MILHÃO DE REAIS, publicou estudo CONTRA CARAJÁS que vem sendo usado como "verdade científica" pela Rede Globo, Folha de S.Paulo e jornais do estado.
O colaborador gabola vangloriou-se do seu "feito" pelo Twitter, no dia 16 de dezembro do ano passado, quando licenciou-se para ser o "garoto do Califa"
Não se dê ao trabalho de apagar, deputado.
Qual a credibilidade deste estudo? A mesma que tem o estudo do economista Célio Costa!
Com uma pequena diferença: os estudos de Célio Costa foram financiados com recursos privados! Enquanto isso, Zenaldo, este ícone de lisura e correção, esse portento da moralidade pública, enfim, esse tucano, FINANCIA OS ESTUDOS QUE LHE INTERESSAM COM DINHEIRO PÚBLICO!
Explique-se, deputado!

COP-17 em Durban traz poucas esperanças para acordo sobre metas de emissão de poluentes


No Portal Terra:

A Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-17) que começou na última segunda (28), em Durban, na África do Sul, traz poucas esperanças para um novo acordo que possa substituir o Protocolo de Quioto. Segundo especialistas, diante dos impasses entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos, o resultado mais provável é a criação de metas voluntárias.
Para o físico e professor da USP José Goldemberg, apesar de algumas medidas voluntárias serem eficientes e contribuírem para a redução de emissão de gases-estufa, elas são pontuais e por isso só seria possível chegar a resultados positivos com medidas mandatórias. "Metas voluntárias não funcionam, pois não estabelecem punições. São apenas maneiras de fugir do problema", diz Goldemberg.
Goldemberg alerta que, caso não se chegue a um acordo legal incluindo grandes nações desenvolvidas e emergentes, será impossível impedir o aquecimento global. Dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que, se nada for feito, até o final deste século a temperatura da Terra poderá aumentar entre três e seis graus Celsius em comparação ao nível pré-industrial. "O único grupo que tem metas legais para reduzir as emissões de gases-estufa é o da União Europeia. Isso é muito pouco, significa só 13% das emissões. Os outros, como o Brasil, têm apenas metas voluntárias" afirma Goldemberg.
A possibilidade de uma segunda fase do Protocolo de Quioto é a principal polêmica da COP-17. A conferência é a última chance de avançar nas discussões sobre a redução de emissão de CO2 antes da Rio+20, que está prevista para junho do ano que vem. Quioto é o único acordo legal que estabelece metas de redução das emissões de gases de efeito estufa e expira em 2012. Caso não seja renovado, não haverá mais a obrigação de os países reduzirem suas emissões de gases-estufa.
Para Goldemberg, será difícil chegar a novos pactos relativos a essa questão. Países emergentes defendem que os desenvolvidos, por serem durante anos os grandes emissores de CO2, estabeleçam metas rígidas. Em contrapartida, estes afirmam que o compromisso maior deveria vir dos países em desenvolvimento, já que atualmente são eles os responsáveis por mais da metade das emissões. Em dez anos podem chegar a 70%.
O Protocolo de Quioto foi firmado em 1997 e prevê que as nações industrializadas cortem suas emissões em 5,2% até 2012. Entretanto, países como EUA e China (atualmente o maior emissor de CO2) não assinaram o convênio.

2011 foi o ano mais quente desde 1850 diz estudo da OMM


As temperaturas registradas na Terra em 2011 estão entre as mais altas desde que as medições começaram a ser realizadas em 1850, afirma relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). A conclusão é destaque na versão preliminar da declaração anual da entidade sobre o estado do clima mundial, que foi apresentada na 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 17), na cidade sul-africana de Durban.
De acordo com o cálculo provisório da organização, durante 2011 (entre janeiro e outubro) a temperatura do ar na superfície da Terra e do mar se situou em 0,41 graus centígrados acima da média anual do período entre 1961 e 1990.
"Este é o 10º ano mais quente desde que começaram os registros em 1850", ressalta o documento. Além disso, o período 2002-2011 se iguala ao 2001-2010 como a década mais quente registrada até o momento, com 0,46 graus centígrados de aumento de temperatura.
Neste ano, o clima mundial foi bastante influenciado por uma manifestação intensa da "La Niña", originada no Pacífico tropical no segundo semestre de 2010, que costuma acarretar um esfriamento de entre 0,10 e 0,15 graus centígrados. Esta "La Niña", uma das mais fortes dos últimos 60 anos, está associada às secas sofridas na África oriental, nas ilhas do Pacífico equatorial central e no sul dos Estados Unidos, e às cheias no sul da África, Austrália oriental e Sul da Ásia. (Com G1)

Apesar da manobra do PSOL, Novo Código Florestal pode ser votado ainda hoje no Senado

A votação do novo Código Florestal no Senado, que havia sido confirmada para esta quarta-feira (30/11), ainda está incerta. O motivo é que o senador Randolfe Rodrigues, do PSOL do Amapá, levantou uma questão de ordem. Segundo o regimento da Casa, um requerimento de urgência só pode ser votado se tiver sido lido em plenário no dia anterior, o que não aconteceu. Desta forma, a decisão sobre o Código pode ficar para a quinta-feira (1/12) ou mesmo para a semana que vem.
Mas, de acordo com o senador Jorge Viana (acima), que relatou o projeto na Comissão de Meio Ambiente, os líderes decidirão a respeito deste dispositivo regimental que impede a aprovação de um requerimento de urgência para uma matéria e votá-la na mesma sessão. “O regimento dá aos líderes o poder de quebra desse interstício”, disse.
Na avaliação de André Nassar, diretor do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) e coordenador da RedeAgro, é provável que a modificação do código seja aprovada no Senado, mas deve haver novo debate na Câmara, para onde o texto deve voltar para uma última aprovação, antes de ser encaminhado à presidente Dilma Rousseff. “Ficou claro no texto do Senado que será preciso recompor as APPs [Áreas de Preservação Permanentes] de beira de rios, o que não estava explícito no documento que veio da Câmara, e esse deve ser o maior ponto de divergência no caminho de volta para a análise dos deputados”, prevê Nassar.
Segundo ele, ainda há pontos que deveriam ser modificados no texto, até em razão da falta de clareza na redação e das exceções. É o caso de uma emenda ao artigo 61, apresentada pelo senador Luiz Henrique da Silveira, relator nas comissões de Agricultura e Ciência e Tecnologia, a respeito de como tratar as atividades em APPs de beira de rios em imóveis de até quatro módulos fiscais. A proposta é que a soma das áreas de remanescentes e as que devem ser recompostas para formar a APP não pode ultrapassar o porcentual de reserva legal em cada região. “Isso gera uma insegurança jurídica, porque as interpretações têm de ser diferentes caso a caso”, diz.
Ainda de acordo com o diretor do Icone, seria importante reavaliar a questão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que pressupõe a identificação de um imóvel pela planta e pelo memorial descritivo. “Ao que parece, fazer um mapa georreferenciado não tem um custo tão mais elevado que o memorial e é mais sofisticado”, conclui. (Com Globo Rural e Agência Senado)


Atualização das 11:20
Romero Jucá, líder do governo no Senado, informou agora a pouco que o Novo Código Florestal será votado mesmo só na terça (06). Seguirá o regimento sem atropelos para evitar contestações futuras por parte dos opositores. 

"Crime!", gritam eles. "Oooh!", diz a plateia embasbacada. "Calma como o andor!", digo eu.


Vejam lá o que diz a edição online do Diário do Pará. Comento logo abaixo:
A frente contra a criação do Estado do Tapajós, liderada pelo deputado estadual Celso Sabino, protocolou ontem pela manhã no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) uma denúncia contra o movimento favorável à divisão do Pará. No processo foram incluídos, como prova, 20 panfletos que incitam o eleitor ao erro durante a votação do dia 11 de dezembro (reprodução acima da imagem da RBA TV).
A princípio, o material seria de mobilização contrária à divisão, trazendo um mapa de como e argumentos, já conhecidos da sociedade, acerca de possíveis prejuízos que a partilha traria. Porém, um olhar mais atento mostrava que um erro levava justamente à opção contrária.
Ou seja, o texto dizia que para o eleitor votar contra a divisão bastaria digitar o número 77, que na verdade é a inscrição favorável à criação dos estados de Carajás e Tapajós.
“Querem enganar todos os cidadãos. É um desrespeito com o nosso povo, porque incita o eleitor ao voto contrário, se aproveitando de possíveis dúvidas em relação ao funcionamento do plebiscito”, explicou o presidente da frente Contra-Tapajós, ontem, na sede do TRE.
Os panfletos, digitados no computador e sem quaisquer referências a seus autores, foram coletados pelo deputado estadual Carlos Bordalo durante campanha do “não” no município de Curuçá, no último final de semana.
O desejo dos denunciantes é que haja uma investigação para descobrir os responsáveis pela produção do material e puni-los, coibindo assim o fato. No documento, também foi feita solicitação de reforço na campanha institucional informativa, de responsabilidade do próprio TRE.
“Queremos que o Tribunal e o Ministério Público Eleitoral investiguem o caso, porque se trata de um crime eleitoral. Não podemos ver esse tipo de coisa a 12 dias de uma eleição tão importante para todo o Pará”, afirmou Sabino.
Ainda segundo ele, a frente já teria recebido denúncia de distribuição de panfletos semelhantes na periferia de Belém, nordeste paraense e nos municípios da Ilha do Marajó.
Agora, o processo deve ser distribuído a um dos juízes eleitorais, para análise do mérito, e posteriormente, julgado pelo pleno do TRE. Somente então os magistrados se pronunciarão sobre o caso. (Diário do Pará)
Estava demorando, vocês não acham?
Eis que Celso "Riquinho Rico" Sabino bate às portas do Tribunal Regional Eleitoral com meia dúzia de papeluchos afetando indignação!
E os jornalões de Belém e outras plagas danam-se a reproduzir a "indignação" deste bravo combatente pela lisura!
"Vejam, como são esses forasteiros! Além de querer levar nosso estado, ainda ficam por aí urdindo suas falcatruas", parecem dizer as matérias que "repercutem" a notícia.
Concordo com "Riquinho Rico". Realmente é terrível que tal coisa aconteça às vésperas do plebiscito. Deve ser investigado e seus responsáveis (sejam eles partidários do SIM ou do NÃO) exemplarmente punidos. Até aí, tudo certo! Mas, muita calma nesta hora e vamos devagar com o andor que este santo é de barro e, no caso da "turma do nãonão", provavelmente é de pau oco!
Outras coisas estão a merecer a apreciação pelo TRE.
O que dizer de um governador que, ignorando representar TODOS os PARAENSES (nativos ou adotivos. Qual a diferença?) usa o poder que lhe foi temporariamente concedido para bandear-se a um dos lados de uma demanda considerada por "Riquinho Rico" tão "importante para todo o Pará"?
Estará correto isso?
Será legal isso?
Será legítimo isso?
Será eticamente aceitável isso?
Sou por acaso menos "paraense" (por morar em Marabá), que o eleitor do Jurunas ou da Cremação? 
Não tenho direito à isenção e neutralidade do Governador do meu Estado em questão tão importante?
Até que ponto, considerando a força de todo um governo mobilizado para esmagar Carajás e Tapajós, a presença do governador contra Carajás e Tapajós, suprime o equilíbrio entre as partes que deveria existir e ser preservado pelo TRE?
Que garantias eu tenho de que não serei retaliado caso meu posicionamento não agrade ao governador?
Terei que agradá-lo só neste plebiscito ou serei obrigado a agradá-lo sempre?
As "feridas" e "chagas" referidas na maldita carta, diziam respeito aos outros ou era uma auto referência? 
Queridos, o grande "crime" neste plebiscito está longe de ser a distribuição de uns míseros panfletos apócrifos provavelmente mandados produzir por quem tem interesse em prejudicar a Campanha do SIM. Existem outros bem maiores e estão bem diante de nossos olhos. Só não vê quem não quer ou é pago para usar a venda.

A agenda de Dilma


Dilma Rousseff (acima) se reúne hoje (30), logo às 10h da manhã no Palácio do Planalto com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence. Ouvirá dele que os assentamentos estão à míngua por falta de liberação dos recursos. Ainda pela manhã, às 11h30, ela recebe em audiência o governador de Sergipe, Marcelo Déda. Ouvirá dele que as obras do PAC naquele estado estão paralisadas por falta de liberação dos recursos. À tarde, a presidente se reúne com o ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, às 15h. Ouvirá dele que a política de investimentos em novas tecnologias não sai do papel por falta de liberação de recursos.
Bem, às 16:30h, Dilma reúne-se com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior. Ouvirá desta que não há recursos para liberar e que Miriam andou pensando se não seria bom instituir um novo imposto e coisa e tal...

Rio+20 - Dilma deverá propor "bolsa família global" para combater miséria no Mundo


O custo de atividades como purificação do ar, polinização das espécies vegetais, irrigação por meio da chuva será um dos assuntos mais debatidos na Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável que ocorrerá no ano que vem no Rio de Janeiro, entre 28 de maio e 6 de junho.
O governo brasileiro deverá apresentar documento com suas contribuições para o debate. As propostas, que foram construídas por meio de consulta pública, não apresentam metas a serem cumpridas, mas contemplam pontos considerados relevantes, por Dilma, para atingir o desenvolvimento sustentável. Uma das propostas é a criação da Bolsa Verde Global, que, a exemplo de alguns programas implementados no Brasil, visaria a garantir renda mínima, segurança alimentar, moradia digna e acesso à água à população pobre em todo o mundo. Uma espécie de "bolsa família mundial".

Belém recebe encontro nacional de assistência técnica rural e discute recriação da Embrater


Dezessete gestores de órgãos públicos de assistência técnica e extensão rural de todo o Brasil estarão reunidos em Belém, desta quarta (30) até sexta-feira (2), para discutir questões legislativas do setor, como a recriação da Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater) e o projeto de lei que unifica um piso salarial extensionista, e as políticas de parceria com os Ministérios federais, como os editais de chamadas públicas – entre outros temas de importância nacional.
A comitiva será recebida pela presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), Cleide Amorim – que é representante da região Norte no quadro diretor da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer). Amorim e Júlio Zoé, presidente da Asbraer, serão os principais condutores dos debates. A Assembleia Geral Extraordinária da Asbraer, agora em sua 41ª edição, acontece no Pará pela primeira vez.
Na cerimônia de abertura, estarão presentes autoridades políticas como o secretário Especial de Estado de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Rosa; o secretário estadual de Agricultura, Hildegardo Nunes; o presidente do Banco da Amazônia, Abdias Júnior; a secretária estadual de Meio Ambiente, Teresa Cativo; e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa), Carlos Xavier.

Desmatamento da Amazônia atinge mais de 380 quilômetros quadrados


A Amazônia perdeu 385,5 quilômetros quadrados (km²) de florestas em outubro, de acordo com dados divulgados hoje (29) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os números são do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter).
A área é 52% maior que a registrada em setembro, quando os satélites identificaram 253,8 km² de novos desmatamentos. Na comparação com outubro de 2010, quando o Inpe apontou 388 km² de derrubadas, não há diferenças significativas.
Rondônia foi o estado que mais desmatou em outubro, com 128,5 km² de floresta a menos, seguido pelo Pará, com 119 km² de derrubadas. Mato Grosso aparece em seguida, com 98 km² de novas áreas derrubadas, e o Amazonas, com 18 km². Em Roraima, o Inpe identificou 8 km² de derrubadas em outubro, no Maranhão, 6,53 km², no Acre, 4,32 km². Tocantins e Amapá registraram 0,8 km² e 0,65 km² de novos desmatamentos, respectivamente.
De acordo com o Inpe, 17% da região estava encoberta por nuvens em outubro, que impediram a visualização de algumas áreas.
O Deter, que revela dados mensais, monitora áreas maiores de 25 hectares e serve para orientar a fiscalização ambiental. Além do corte raso (desmatamento total), o sistema registra a degradação progressiva da floresta.
A taxa anual de desmate é calculada por outro sistema, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que é mais preciso, por avaliar áreas menores. Em 2010, a taxa anual foi 7 mil km². A nova estimativa de desmatamento anual, com dados para o período entre agosto de 2010 e julho de 2011, deve ser divulgada nas próximas semanas. (Com informações do G1 e Agência Brasil)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Aço de Portugal é usado em obras da Copa de 14 e siderúrgicas brasileiras reduzem previsão de crescimento.



As importações de aço continuam preocupando as siderúrgicas instaladas Brasil e motivaram mais uma revisão das estimativas para este ano. De acordo com o Instituto Aço Brasil (IAB), a produção nacional de aço bruto deve ficar em torno de 35,2 milhões de toneladas, 7,1% a mais que no ano passado. Apesar de representar mais um recorde para o setor, o número significa uma redução de mais de 1 milhão de toneladas sobre a estimativa de crescimento feita anteriormente para este ano, de acordo com o presidente executivo do instituto, Marco Polo de Mello Lopes. As obras da Copa de 14, aguardadas com expectativa pela indústria nacional, têm sido motivo de frustração para o setor. Grande parte do aço usado está vindo de Portugal.

De uma hora para outra, Jatene acena com 800 milhões por ano! Milagre? Não, é truque mesmo!

Bem, meus caros, desde o dia 25 deste mês de novembro, venho afirmando que a tal Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM), proposta com todo o estardalhaço por Jatene, é inconstitucional.
E isso é assim não porque eu quero! Assim é porque a Constituição Federal diz que é!
O assunto é espinhoso e renderá, com certeza, vários textos aqui no blog.
Direi agora que, por algum motivo obscuro, os técnicos tucanos (antes famosos pela auto proclamada "sapiência"), estão lendo a Carta Magna de forma um tanto enviesada.
Para sustentar sua tese, os bicudos usam o artigo 23, inciso XI da CF, que diz:
"Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
I ......
II.....
......................
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios;"
Como pode perceber quem tem mais de dois pares de neurônios em funcionamento, o legislador afirma que a "competência comum" da União, Estados e Municípios estende-se a três ações (estabelecidas pelos verbos "registrar", "acompanhar" e "fiscalizar") referentes às "concessões de direitos de pesquisa" e "concessões de exploração" dos recursos hídricos e minerais.
Vale dizer: Estados e municípios podem (e devem) "registrar", "acompanhar" e "fiscalizar" os procedimentos referentes às concessões. Contudo, a taxação da extração do minério ou da utilização dos recursos hídricos não estão entre essas atribuições compartilhadas!
A Constituição é clara em seu artigo 20, inciso IX 
Art. 20. São bens da União:
I - .......
II - ...........
..........................
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
.........................
§ 1º - É assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a órgãos da administração direta da União, participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração.
Diz mais a Carta Magna:
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
I - ..........
II - ...........
.........................
XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia;
Isto é, o legislador constituinte deu aos estados e municípios a oportunidade de obter um conjunto de informações sobre os recursos minerais e hídricos que estiverem sendo explorados em seus respectivos territórios, até porque são os maiores interessados em que dados precisos sejam informados pelas empresas que exploram esses recursos para efeito de cobrança dos tributos devidos à e criados pela União Federal. Mas, reservou para si a titularidade do minério e dos recursos hídricos; criou, ainda, uma "reserva legal" que impede qualquer outro ente federativo (estado, Distrito Federal e município) de legislar sobre a matéria!
Não há portanto "poder de polícia" algum a ser exercido pelo Estado do Pará em relação às concessionárias, que autorize a cobrança deste imposto travestido de "taxa"!
Sobre a exploração mineral incide um imposto e uma contribuição. O imposto é o ICMS, que graças à Lei Kandir (parida pelos tucanos e adotada pelos petistas), não é cobrado. A contribuição é a CFEM que remunera principalmente os municípios mineradores mas da qual os Estados recebem uma "beirinha".
Querem aumentar a arrecadação?
Revoguem a Lei Kandir e aprovem a Nova Lei dos Royalties proposta por Aécio Neves em tramitação no Senado Federal (o Ministério de Minas e Energia através do DNPM também tem uma proposta)!
Qualquer coisa além disso é pura bazófia. É factóide criado por Jatene às vésperas do plebiscito para "mostrar" que o Pará pode aumentar sua arrecadação. Bom, pode e deve. Mas, não pode ser "na marra" e ao arrepio da Lei Maior.
Como não posso considerar que Jatene e sua tchurma sejam tolos, deduzo que trata-se de uma tentativa de gerar manchetes favoráveis e beneficiar a campanha de Jatene contra Carajás e Tapajós.
Vejam lá.
Caso algum deputado critique a medida será tachado como traidor. Isso garante a tal "união de todos pelo Pará" pregada por Jatene (tem um certo autoritarismo subjacente nesta formulação do qual me ocuparei no devido tempo). 
Por outro lado, a campanha a favor de Carajás e Tapajós mostra que os recursos do Pará são insuficientes. Jatene, então, acena com 800 milhões de reais em um toque de mágica! 
Cabe perguntar: Sendo tão simples por que outros não o fizeram? Será a "inteligência" um patrimônio de tucanos e agregados? Tendo fixado em 6 reais por tonelada o tal imposto travesti, por que não fixá-lo em 12, 66 ou 666 reais?
O que acontece se a campanha de Jatene contra Carajás e Tapajós surtir efeito e os dois novos estados não forem criados? Nada! Não acontece nada!
Os tais 800 milhões não virão. A Assembleia Legislativa vai aprovar este imposto que não ousa dizer o nome, mas o Poder Judiciário vai derrubá-lo!
Ou seja, o eleitorado do Pará, iludido pela promessa de Jatene que lhe oferece 800 milhões de reais, vota contra Carajás e Tapajós certo que os milhões de Jatene estarão disponíveis para melhorar a vida de todos. No dia seguinte ao plebiscito, a verdade aparece e os 800 milhões de reais de tão sólidos desmancham-se no ar! Pronto, perdemos a chance de mudar, para melhor, a história do Pará! 
Somente nós podemos mudar o fim deste filme. Debata com seus amigos, vizinhos e colegas de trabalho. Mostre que trata-se de um truque, um ato de ilusionismo. Mostre que recursos de verdade são aqueles que virão para os três estados oriundos da repartição do Fundo de Participação dos Estados. Mostre que todos ganharemos com a criação dos novos estados, mas que o Novo Pará é quem mais vai ganhar. Terá menos gente para cuidar; mais recursos para investir; terá toda a infraestrutura pronta para garantir o crescimento econômico; terá mais de 70% das indústrias; mais de 8 mil escolas; mais de 56% do Produto Interno Bruto (PIB) do Pará atual; um litoral grandioso e portos privilegiados por onde escoarão as exportações de Carajás e Tapajós. Enfim, o Novo Pará só tem a ganhar.
Claro, eles terão que ficar com Jatene, Zenaldo, Celso Sabino e Eliel Faustino! Afinal de contas, nem tudo são flores neste mundo, não é?

Governo recua e DRU será votada até o final de dezembro

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse há pouco que pedirá a retirada da pauta da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até dezembro de 2015, de sua autoria, em análise no plenário da Casa. Com isso, continuará em tramitação apenas a PEC com o mesmo teor aprovada semana passada, na Câmara.
A decisão, tomada ontem (28) durante reunião com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, no Palácio do Planalto, visa a evitar questionamentos posteriores da oposição. Para acelerar a tramitação da DRU, Jucá havia apresentado uma PEC igual à que estava em tramitação na Câmara. A ideia era adiantar o processo no Senado para que, quando a proposta da Câmara chegasse à Casa, ela fosse apensada, ou seja, tramitasse de forma conjunta, diminuindo os prazos regimentais.
Segundo Jucá, como o regimento prevê cinco sessões de discussão antes da votação da PEC em cada turno, a intenção é votar a matéria nos dias 6 e 7, em primeiro turno, e 20 e 21, em segundo. O governo tem pressa para votar a DRU porque o mecanismo atual perde a validade em 31 de dezembro. O Senado terá de discutir e votar a proposta, em dois turnos, até o final do ano legislativo, que termina em 22 de dezembro.
A DRU permite ao governo usar livremente 20% dos recursos vinculados pela Constituição a setores específicos. A vigência atual acaba em dezembro de 2011. Caso a DRU seja prorrogada, a estimativa no Projeto de Lei do Orçamento de 2012 é que R$ 62,7 bilhões estejam livres para serem usados pelo Executivo. O mecanismo foi criado no governo do ex-presidente Itamar Franco, em 1994, e vem sendo prorrogado até hoje.
(Com informações da Agência Brasil)

Maurino nomeia "interinos" enquanto negocia com aliados a distribuição de cargos

O prefeito de Marabá, Maurino Magalhães (ao lado), deu posse, no final de tarde de segunda (28), a cinco secretários municipais interinos. Ele exonerou na última sexta (25) mais de 200 servidores comissionados e seis secretários em uma espécie de reforma administrativa imposta pela base aliada. Maurino agora negocia com os partidos aliados a redistribuição dos cargos de primeiro e segundo escalão nas secretarias alcançadas pelas exonerações.
O administrador Nilson da Costa Piedade substituiu o médico Paulo Geraldo de Souza, que pediu demissão. Os secretários interinos são: Marcos Davi Aguiar, para Secretaria de Gestão Fazendária (Segfaz); Adriane Nunes de Jesus Melo, para Secretaria de Obras (Sevop); Wilson da Silva Marques, para a Secretaria de Planejamento (Seplan); Marlúcia Saraiva Vasconcelos, para a Secretaria de Administração (Semad). Outra mudança é que a Secretaria de Ação Comunitária, Trabalho e Cidadania (Semac) passa a coordenar e gerenciar o Saci, Sine e o Procon.
(Com informações do Diário do Pará)

Duciomar "Pequeno Polegar" Costa volta a ser julgado pelo TRE do Pará

Duciomar Costa, o "Pequeno Polegar", prefeito de Belém, estará hoje no banco dos réus do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), juntamente com seu vice, Anivaldo Vale. A dupla foi acusada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de abuso de poder econômico, promoção pessoal em placas de obras que omitiam parcerias com o governo federal, além de farta propaganda onde a imagem de ambos se confundia com os cargos que ocupam. A sessão começa às 8h30. O relator do processo é o juiz federal Antonio Carlos de Almeida Campelo e a revisora, a juíza Ezilda Pastana. O parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) é pela cassação do mandato.
Caso Duciomar tenha o diploma cassado pela corte do TRE, ele ainda poderá recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cassação do diploma implica na perda do cargo. Nesse caso, quem deve assumir a prefeitura de Belém é o segundo colocado na eleição de 2008, o hoje deputado federal José Priante (PMDB). Partidários de ambos estarão no auditório para assistir ao julgamento. A segurança será reforçada para evitar problemas.
Este segundo processo – ele já foi condenado em outro pelo juiz Sérgio Lima por abuso de poder e propaganda fora de época – já passou por todas as instâncias do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF). Em dezembro de 2010, a ministra Ellen Gracie, já aposentada, rejeitou o último embargo de Duciomar para evitar o julgamento do mérito, que acontece nesta terça-feira. Gracie reclamou da demora no julgamento, mandando os autos para Belém.

Presos vão construir presídio em Marabá


A Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) firmou nesta segunda (28) convênio com a empresa Con-Art Projetos e Construções (na foto acima), que ganhou a licitação da obra de construção do Centro de Reeducação Feminino em Marabá. Graças à parceria, será executado o projeto “João de Barro”, que consiste na participação de 30 internos na construção da unidade penal.
Os detentos que farão parte do projeto – todos cumprindo pena em sistema semiaberto – foram selecionados por uma equipe de psicólogos e assistentes sociais do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama). Os critérios de seleção foram bom comportamento, baixa periculosidade e habilidade, entre outros. Eles vão atuar como carpinteiro, pedreiro, soldador, ferreiro, marceneiro e ajudante de pedreiro, recebendo, para isso, orientação antecipada da empresa.
A jornada de trabalho será de 40 horas semanais, divididas em oito horas diárias, de segunda a sexta-feira. Os detentos receberão três quartos do salário mínimo. A cada três dias de trabalho, será diminuído um dia da pena de cada um, segundo a lei de execução penal. O representante da Con-Art, Jackson Couto, disse que a função de responsabilidade social deve estar em primeiro lugar.
“Essa é uma oportunidade que temos de fazer nosso papel na reinserção social desses internos”, diz. O diretor do Núcleo de Reinserção Social da Susipe, Ivaldo Capeloni, destaca que é fundamental firmar convênios que ajudem na reinserção social. “Essa é uma atribuição social da Susipe e faz com que a sociedade esteja engajada nas ações de responsabilidade social”, ressalta.
O titular da Susipe, André Cunha, diz que a iniciativa vai servir de estímulo para novos contratos que a superintendência fará com outras empresas que vão construir casas penais no Estado. “Temos várias licitações para obras e a ideia é ampliar essa estratégia usada em Marabá para outras unidades prisionais que vão ser construídas no Estado”, reforça.
(Com informações da Agência Pará - Foto de Cristino Martins)

Aumento da Aids entre gays mais jovens preocupa MS

Às vésperas do Dia Mundial de Luta contra a Aids (1º de dezembro), o Ministério da Saúde divulgou ontem (28) o Boletim Epidemiológico 2011 assinalando que, entre 1980 e junho de 2011, 608.230 pessoas foram infectadas com o vírus da aids no Brasil. Menos de 1% da população de 15 a 49 anos tem aids – a taxa de prevalência é 0,61% e manteve-se relativamente estável entre 2009 e 2010. A prevalência na população masculina é 0,82% e entre as mulheres 0,41%.
Apesar da estabilidade na prevalência da aids na sociedade brasileira (em torno de 0,6% da população) e ligeira diminuição da incidência de casos notificados em dois anos – de 18,8 casos por cem mil habitantes (em 2009) para 17,9 casos por cem mil habitantes (2010) – o Ministério Saúde alerta para o aumento de 10,1% no número de casos entre gays de 15 a 24 anos. No ano passado, para cada dez heterossexuais vivendo com o HIV/aids havia 16 homossexuais.
Segundo os dados do Boletim Epidemiológico Aids/DST, a taxa de incidência de HIV/aids entre rapazes daquela faixa etária subiu de 9,5 (2000) para 11,1 (2010) – acréscimo de 16,8%; enquanto entre as mulheres jovens assistiu-se à redução de 23,5% na taxa de incidência – de 10,2 (2000) para 7,8 (2010). Para atingir o público jovem, o Ministério da Saúde promete reforçar as campanhas educativas em redes sociais e locais de grande concentração.
No conjunto da população, no entanto, preocupa a evolução do vírus entre as mulheres. Em 1989, a razão era de seis homens com HIV/aids para cada mulher; em 2010 a relação caiu para 1,7. Os homens são maioria entre as pessoas que identificaram o vírus. Em 31 anos (até junho deste ano), o boletim registra 397.662 casos masculinos (65,4%) e 210.538 casos femininos (34,6%).
Ainda que identificadas essas tendências, o Ministério da Saúde assinala que não existe população mais ou menos vulnerável e que o problema é de comportamento. “Sexo sem proteção é o fator de maior predisposição para a infecção”, assinalou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
“A aids não escolhe pacientes, não escolhe cara”, acrescentou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que salientou que o estigma em torno da aids atrapalha o conhecimento sobre a infecção e o tratamento. “Preconceito afasta as pessoas do diagnóstico”, ponderou o ministro.
O ministro destacou que a leitura dos dados epidemiológicos da aids deve ser feita com cuidado. “Toda vez que falamos de casos, nós podemos falar de uma foto ou de um filme de oito ou dez anos”, pondera para lembrar que a identificação do vírus pode demorar e, portanto, os casos registrados hoje têm causas em comportamento do passado.
Além de cruzamentos da incidência do HIV/aids com a faixa etária e o sexo, o Ministério da Saúde também observou os registros entre as grandes regiões do país. Apesar do Sudeste concentrar 56,4% dos casos de aids entre 1980 e junho de 2011 (17,6 casos a cada 100 mil habitantes), a Região Sul tem a maior taxa de incidência, 28,8 casos a cada 100 mil habitantes (acúmulo de 123.069 casos em 31 anos).
De acordo com o boletim epidemiológico, os três estados da Região Sul estão entre os cinco primeiros no ranking da taxa de incidência entre 1998 e 2010. O Rio Grande do Sul é o primeiro com taxa de 27,7 casos por 100 mil habitantes; Santa Catarina é terceiro com 23,5 casos; e o Paraná ocupa a quinta posição com 15,7 casos.
(Com informações da Ascom/MS e Agência Brasil)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Na TV, Giovanni confronta Jatene em defesa de Carajás e Tapajós


"E agora vem o governador dizer que vai arranjar 800 milhões. Isso é mentira!"
A frase acima foi disparada pelo deputado federal Giovanni Queiroz (acima), nesta segunda (28), durante sua participação no programa Argumento, da RBA TV, apresentado por Mauro Bonna.
Com uma intervenção segura e coalhada de razões sólidas, Giovanni fez, afinal, o que se espera de um político: fez POLÍTICA e da melhor qualidade em defesa da ideia que abraçou.
Permitam-me, antes de continuar, fazer um auto-elogio que minha gabolice reclama.
Este blog, modestamente, desde quarta (23) vem externando uma posição que pode ser resumida assim:
1 - Jatene tentou "vender" a imagem de "magistrado" nesta disputa em torno da criação de Carajás, Tapajós e Novo Pará;
2 - Jatene, disfarçado de "magistrado", escreveu um libelo acusatório CONTRA Carajás e Tapajós;
3 - Jatene desqualificou alguns dos mais importantes argumentos da campanha do SIM (a redivisão do Fundo de Participação dos Estados, entre eles);
4 - Jatene "ralhou" com sua base aliada, presente na campanha do SIM; como as decisões ali são tomadas por unanimidade, conseguiu quebrar a unidade e deixou a campanha do SIM capenga;
5 - Jatene propôs um imposto (inconstitucional), travestido de "taxa", sobre a mineração como forma de "arrecadar 800 milhões".
6 - Jatene desceu à arena. Abandonou, portanto, a liturgia do cargo. É combatente como qualquer outro. Não confrontá-lo é tolice.
Tudo o que vai acima vocês podem encontrar, com detalhes, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Na sexta (25) escrevi: "Cabe à campanha do SIM criar um novo fato político nestes próximos oito dias. Remar tudo de novo. Caso cheguemos na última semana sem alterações significativas, a vitória do SIM será obra do imponderável (alguns chamam de Deus, outros de Sorte ou Fortuna), enfim, sairá do campo da ciência política e entrará no campo da metafísica."
Coube à Giovanni Queiroz, com raro destemor, chamar a coisa pelo seu verdadeiro nome e, afinal de contas, criar um fato novo na campanha.
Quando teve oportunidade (e diga-se, Giovanni "arrancou" essa oportunidade de um entrevistador francamente hostil!), o deputado restaurou a verdade sobre a divisão do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e disse pela primeira vez que Jatene havia mentido em sua carta publicada nos jornalões de Belém.
Pronto!
Alguém havia gritado que o rei estava nu no meio da praça!
Logo a seguir, em outra deixa "forçada" por Giovanni, a chicotada terrível. O deputado mostrou que a proposta inconstitucional que quer criar um imposto disfarçado de taxa sobre a mineração é um mero factóide. E não perdoou. Disse lá com todas as letras: "E agora vem o governador dizer que vai arranjar 800 milhões. Isso é mentira!"
Giovanni deixou claro que não faltarão os votos da turma do SIM para aprovar na Alepa a proposta de Jatene. Salame e companhia não cairão na esparrela de serem apontados como "conspiradores" contra o "Pará ricão, grandão e pujante". Isso é política! Mesmo sabendo ser inconstitucional, vota-se a favor e deixa-se ao Judiciário a tarefa de decidir pela legalidade ou não da medida.
Queridos, "política não é para santos; é para sábios!", diz Roberto Romano. E é sábio não cair na armadilha de Jatene!
Giovanni falou muito mais. Esgrimiu números, mostrou como a vida no Amapá pode ser muito ruim, mas ainda assim melhorou quando tornou-se Estado. Demonstrou como as fronteiras de Carajás foram traçadas ainda nos anos 70 quando sequer cogitava-se sobre os grandes projetos na região. Falou sobre saúde, educação e salários de professores e policiais. Enfim, desfiou o rosário conhecido de nossas dificuldades. Tudo isso foi muito importante.
Mas, nada, nada mesmo pode ter sido mais importante que impor limites ao poder "moderador" que Jatene parece querer ressuscitar no Pará. Contudo, é preciso que a campanha do SIM persevere nesta linha, confrontando Jatene e mostrando a verdade.
Giovanni abriu a porteira e estabeleceu uma "janela de oportunidade" para fustigar esta campanha de Jatene disfarçada de campanha do "Não". Cumpre agora aproveitar a brecha e atacar de forma rápida e eficiente.
Giovanni, hoje, prestou um grande serviço a Carajás, Tapajós e Novo Pará. Insurgiu-se e restaurou a verdade. Com isso, prestou também um enorme serviço à República. A Democracia agradece penhorada quando resta provado que, não importa quão grande ou poderosa seja a autoridade, ela sempre poderá ser contraditada!
Salve Giovanni! Salve a democracia! Salve a verdade!
Pelo menos hoje, a verdade venceu o medo!

Começou o I Simpomec em Marabá. E Bernadete coloca Helenilson em "saia justa".

Começou hoje o I Simpomec, encontro da indústria metal mecânica em Marabá. A iniciativa da Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim), presidida por Ítalo Ipojucan, reuniu no Teatro Leonardo da Vinci, da Faculdade Metropolitana, lideranças empresariais, políticas e populares.
O simpósio visa a atração de mais investidores para o Polo Metal Mecânico de Marabá, considerado um dos mais promissores do País. Segundo João Tatagiba, secretário de Indústria e Comércio de Marabá, a cidade "é a única do país a ter os quatro modais de transporte (rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo) e plantas técnicas capazes de produzir tantos aços longos quanto aços planos". Isso, por si só, já garante enorme vantagem à Marabá na confrontação com outros municípios.
Por outro lado, Ian Correa, representante da Aços Cearenses - empresa controladora da Aline - garantiu que, apesar dos atrasos em seu cronograma, a laminadora será mesmo implantada em Marabá para utilizar a produção da Vale/Alpa.
O vice-governador Helenilson Pontes representou o Governo do Pará. A deputada Bernadete Ten Catten (ao lado), única parlamentar estadual presente ao evento, representou o presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Manoel Pioneiro. A vereadora Irismar Sampaio representou o Poder Legislativo Municipal e o Secretário Municipal de Indústria, Comércio e Mineração, João Tatagiba representou o prefeito Maurino Magalhães.
Logo na abertura, com um pronunciamento incisivo e contundente a deputada Bernadete Ten Catten acabou cobrando a adesão do vice-governador Helenilson Pontes à luta de Carajás e Tapajós. "Não existe projeto de desenvolvimento para o Estado mais importante que a criação de Carajás e Tapajós", disse Bernadete e convidou Helenilson a "integrar-se nesta luta ao lado de Carajás e Tapajós", sendo ovacionada pelos presentes.
O vice, que é da região do Baixo Amazonas, desconversou e houve quem protestasse na plateia.
Durante entrevista coletiva, Helenilson reafirmou em todos os seus termos as declarações recentes de Simão Jatene a respeito de Carajás e Tapajós. O vice-governador defendeu ainda a Taxa de Fiscalização e Controle sobre Recursos Minerais (TFRM) e explicou que além de minérios, a taxa deverá incidir sobre recursos hídricos.
Logo após o ato solene, começaram os painéis técnicos com a participação de especialistas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), entre outros.
O evento prossegue amanhã durante todo o dia e encerra à tarde.

Um comentário publicável e sua resposta inevitável!


Recebi o seguinte comentário (entre diversos impublicáveis) de "Anônimo":
Você está se transformando num vendedor de ilusões. Saiba que a partir de 11 de dezembro seu blog vai sofrer um grande descrédito porque a derrota de Carajás vai ser acachapante. Não faça isso.Minha resposta:
Meu caro "Anônimo" (gostaria de chamá-lo pelo nome, mas enfim...),
Te desafio a mostrar um miserável texto deste blog no qual estejam grafadas "ilusões". Se te referes às chances do SIM vencer o Plebiscito, tenho dito que isso é DESEJÁVEL, NECESSÁRIO E POSSÍVEL. E TRABALHO para que isso ocorra. Mas, nunca afirmei que a vitória do SIM era um fato dado.
Quem canta "vitória" antes da hora é o pessoal que faz beicinho e diz "Não e Não".
De minha parte, não acredito em ilusões. Não as promovo. Muito menos as vendo.
Caso o "Não" vença, meus pêsames para Belém e região.
Porque eu, meu caro Anônimo, seguirei morando e trabalhando em Marabá, a cidade mais próspera e de crescimento mais acelerado do País e que cedo ou tarde haverá de ser ainda mais segura, humana e acolhedora. Capaz de, quem sabe, receber muito bem você, talvez cansado de chacinas, mortes nas portas dos hospitais e prédios que desabam ao primeiro vento mais forte! Pense nisso e vote 77! Um abraço!WR

Mesmo contra a vontade do Califa, SIM faz segunda carreata em Belém


A Campanha do SIM voltou às ruas de Belém, ontem (27), para mais uma carreata!
Está claro que o eleitorado da Capital, apesar do que diz a campanha de Jatene, que atende pelo nome de "Campanha do Não", é permeável à ideia de criar os três novos estados.
Não faltaram gestos de solidariedade e adesão por parte de quem assistiu a carreata passar. Bom sinal.
Ainda bem - para o Pará - que o eleitorado de Belém é muito melhor que os políticos que dizem ser seus líderes!
Está difícil? Claro que está. Só um tolo imaginaria que criar Carajás e Tapajós, batendo de frente contra a vontade do onipotente Jatene, o Califa de Belém, seria um passeio no parque em tarde de domingo!
Mas é inegável que a luta está longe do fim.
Falando no Califa, ele deitou falação nas páginas do Diário do Pará. Foi entrevistado pela ótima Rita Soares. Terei prazer em ocupar-me do assunto logo mais.
Seguem abaixo imagens da carreata de ontem, nos cliques precisos de Val André.

sábado, 26 de novembro de 2011

Reunião segunda-feira pode por fim à paralisação em Belo Monte

Está marcada para a próxima segunda (28) uma reunião entre trabalhadores e representantes do consórcio construtor da Usina de Belo Monte que pode por fim à paralisação dos trabalhos no principal canteiro de obras, no Pará.
Desde sexta (25), após manifestação que reuniu cerca de 40 dos 1,8 mil trabalhadores, as obras estão paradas no sítio Belo Monte, o principal dos quatro canteiros de obra da usina. Alegando questões de segurança, a empresa decidiu suspender os trabalhos na área até o resultado da reunião.
De acordo com consórcio, as obras seguem normalmente nos canteiros de Pimental, Canais e Diques e no Travessão 27. Ainda segundo a empresa responsável pelas obras da usina, antes mesmo da manifestação já estava em curso as negociações para definição da data base dos trabalhadores com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada e Afins do Pará (Sintrapav-PA) e que o prazo ainda não está encerrado.
Os dias parados, segundo o consórcio, não causarão atraso nas obras, porque o cronograma está adiantado.

Com sistema penal em colapso, Governo decide liberar mais de 1 bilhão até 2013 para presídios estaduais

O site Contas Abertas apurou alguns números assustadores referentes ao Sistema Penitenciário no País.
A superlotação em presídios e cadeias públicas brasileiras alcança o pior patamar desde 1976, quando a população carcerária começou a ser medida. Hoje, o número de presos extrapola o número de vagas em mais de 150 mil, entre homens e mulheres. A situação é tão grave que, caso os estados mantenham o ritmo atual de prisões, esse número dobrará em apenas 2 anos e tornará a dobrar em mais 1. Como alternativa, o Governo Federal pretende liberar mais de R$ 1 bilhão para que os estados construam novas casas penais, mas o efeito disso é duvidoso.
Na última quarta (23), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, lançou o Programa Nacional de Apoio ao Sistema Prisional. Um dos objetivos é zerar o déficit de vagas femininas nas penitenciárias brasileiras. A expectativa do Ministério da Justiça (MJ) é gerar, pelo menos, 42,5 mil vagas divididas em 15 mil femininas e 27,5 mil masculinas. Isso aconteceria com a ampliação ou construção de novos estabelecimentos. Segundo números do MJ, o déficit de vagas é de quase 10 mil para mulheres e de 140 mil para homens.
Os recursos, que devem atingir a cifra de R$ 1,1 bilhão, iriam do Fundo Penitenciário (Funpen) para os estados até 2013. Essa quantia representa todos os gastos do Funpen desde 2006 até o dia 14 de novembro em valores constantes. Ou seja, do ponto de vista orçamentário, o plano pretende realizar cinco anos em apenas dois.

Jatene "copia" novo imposto (inconstitucional) sobre mineração de Minas e pode causar recessão na economia do Estado


Na sexta (25) publiquei um texto no blog no qual dizia "Simão Jatene, O Califa de Belém, decidiu que não tem 66 reais para pagar professor, mas pode dar-se ao luxo de criar mais uma secretaria de estado. No governo Ana Júlia, a Secretaria de Estado de Indústria e Comércio foi, acertadamente, extinta. Suas atribuições e funcionários remanejados para outros órgãos. A Lei de nº 7.570, que recria a Seicom, foi publicada nesta quarta (23), no Diário Oficial do Estado.Como o blog já havia antecipado, será David Leal quem responderá pelo órgão. Segundo o release oficial a Seicom renasce "com o objetivo de impulsionar os diversos setores econômicos do Pará, deverá estimular de forma sustentável, entre outras coisas, pesquisas nas áreas geológicas do Estado, a verticalização das diversas cadeias produtivas, entre elas a mineral, além de garantir mercados para os produtores paraenses e a instalação de mais indústrias."
De acordo com o titular da Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip), Sidney Rosa, “o Pará tem que ser indutor de geração de novos empregos, atendendo aos diversos setores que podem fazer a geração de novas vagas e renda para a população. Para tanto, necessitava de um órgão específico para isto”, destaca Rosa, que ressaltou que o “Estado ficou acéfalo quando perdeu a Seicom nos anos anteriores”.
Desde quando para atrair indústrias precisa-se de "secretaria de estado"? Precisa-se de estrada, porto, ponte, hidrovia, energia firme e menos impostos!
Quem precisa de secretaria de estado é partido político para transformar em "cabide de emprego"!
Diz-se que a Seicom ressurge na administração pública do Pará também para gerenciar a Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM) e o Cadastro Estadual de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (CFRM), propostos pelo governo à Assembleia Legislativa nesta semana.
Mesmo sem ser tributarista tenho cá minhas dúvidas sobre esta Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM). Esta "taxa" tem um jeitão de imposto! Vai render pauta, com certeza."

Não tenho o dom da profecia, mas se eventualmente acerto é porque não me deixo levar pelo pensamento influente. Busco refúgio na lógica para, em seguida firmar convicções. Há por aí quem faça o exato oposto: firmam suas convicções e em seguida saem correndo para comprar trezentos gramas de lógica para dar algum suporte ao pensamento enviesado. Outros preferem copiar o que dizem as agências oficiais. Façam com queiram! Mas, comigo patrulhamento não cola!
Assim sendo, reitero o que afirmei acima e acrescento: Não tem lógica alguma, justo no momento em que avizinha-se uma grave crise econômica planetária, criar-se uma nova taxação sobre um dos setores mais internacionalizados da economia. Esta é uma ideia de jerico!

Produtores rurais pedem intervenção federal no Pará. "Poder paralelo" é denunciado pela Faepa.


O 36º Encontro Ruralista, realizado ontem em Belém, foi palco de inúmeras reclamações e denúncias feitas por pecuaristas que acusam o Estado Brasileiro de omissão no cumprimento de mandados de reintegração de posse em fazendas invadidas por posseiros ligados aos movimentos de trabalhadores rurais e pedem intervenção federal no Pará.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa), Carlos Xavier (acima na foto), chegou a afirmar que existe no Pará um "poder paralelo" incentivado pela impunidade .
Leia a seguir a Moção nº 36, aprovada pelos ruralistas, ontem:
"As lideranças rurais reunidas no 36º Encontro Ruralista, em Belém do Pará, decidiram pela unanimidade dos Sindicatos de Produtores Rurais presentes, encaminhar, pelo seu órgão de representação – Federação da Agricultura e Pecuária do Pará – ao Supremo Tribunal Federal, requerimento objetivando o prosseguimento dos processos de intervenção federal neste Estado já em curso, em relação ao não cumprimento de decisões judiciais que determinam a reintegração de posse em várias propriedades invadidas, o que vem estimulando o crescimento de crimes praticados contra o setor produtivo rural, com o estabelecimento de um verdadeiro “poder paralelo” que, incentivado pela impunidade, faz valer o império do crime e do terror contra quem deseja contribuir com o progresso do Estado e produzir em paz.
Da mesma forma, que sejam ajuizados novos pedidos de Intervenção Federal junto ao Tribunal de Justiça do Estado, para produtores na mesma situação e que ainda não tenham requerido essa medida."


Hemopa lotado no "Dia Nacional do Doador Voluntário" bate recorde de coletas

Nesta sexta (25), a Fundação Hemopa comemorou o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, com significativo saldo parcial de 2.009 comparecimentos e 1.730 coletas nos dias 21, 22, 23 e 24, superando a previsão de 300 doações/dia. Até às 18h de ontem, mais 825 voluntários compareceram na sede do hemocentro.
Durante os parabéns, na área de estacionamento do hemocentro, o doador Rubens Felipe Cunha, que já efetuou 52 doações, recebeu a primeira fatia do bolo que foi oferecido aos doadores e profissionais da saúde, em nome dos demais doadores do Pará e do Brasil. Com suas doações, ele já ajudou 208 pacientes adultos ou até 416 crianças, tendo em vista o fracionamento da bolsa de sangue total em hemocomponentes.
Em meio ao grande movimento da campanha, a estudante de enfermagem Juliana Pereira Cordeiro, 34, doou sangue acompanhada do filho Flávio de Lima Cordeiro, 19 anos (na foto acima). “Aceitei o convite da minha mãe e superei o medo da coleta. Se todas as famílias se reunissem para esse gesto de caridade o mundo seria bem melhor”, ressaltou.
A adolescente Adriane Caroline Santos da Silva, 17 anos, aproveitou a campanha para realizar um antigo sonho: doar sangue, que só foi possível graças a Portaria nº 1.353, do Ministério da Saúde (MS), publicada em junho deste ano, que ampliou a faixa etária para candidatos à doação de 16 a 67 anos. “Estou estudando para ser médica e ajudar as pessoas. Enquanto isso, ajudo com a doação de sangue”, comentou. Para agilizar o atendimento, o Hemopa disponibilizou mais 10 cadeiras de coletas, transformando todo o andar térreo em uma grande sala de coleta. O atendimento médico à pacientes funcionou em caráter de urgência no prédio anexo, de 7h às 18h.
Atualmente, 1.9% dos brasileiros doa sangue regularmente. No Pará a média é de 1.7%. O percentual atende a meta estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que varia entre 1% a 3% da população. No entanto, a necessidade de aumentar o número de bolsas coletadas cresce a cada ano. As 3,5 milhões de doações por ano no Brasil já não são suficientes para suprir a demanda, por exemplo, dos transplantes de órgãos. O ideal é atingir a 5,7 milhões anuais. “Nosso banco precisa do seu depósito. Invista na Vida”, é o slogan da mobilização em homenagem ao doador de sangue que está acontecendo em mais oito municípios paraenses, que se estenderá até dia 26.
Quem pode doarsangue:candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 67 anos. Peso acima de 50 kg . Necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum. Com a doação são realizados exames para diversas doenças, entre elas: Aids, Sífilis, Doença de Chagas, Hepatites, HTLV I e II, além de tipagem sangüínea. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três meses. O doador deve estar bem alimentado.
Quem pode fazer cadastro de doação de medula óssea: Homem ou mulher saudáveis e com faixa etária de 18 a 55 anos. Necessário portar documento de identidade original e com foto.
Doe sangue. Salve vidas. Não custa nada.

Na ausência do Califa de Belém, Helenilson Pontes representará Governo do Pará no I Simpomec em Marabá

Será Helenilson Pontes, vice-governador do Estado, quem representará o Governo do Pará na abertura do I Simpósio do Setor Metal Mecânico de Marabá (I Simpomec), evento promovido pela Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim), que servirá para atrair novos parceiros para o investimento a ser implantado no rastro do projeto Alpa/Aline.
Jatene, o Califa de Belém, ocupadíssimo tecendo as estratégias contra Carajás, claro, não teria tempo mesmo para vir discutir algo tão pouco importante para ele quanto o desenvolvimento de Marabá e região.
Teria que explicar grandes e pequenas decisões que prejudicam sobremaneira Marabá. Teria que dizer, por que, afinal de contas o estado "ricão, poderosão e pujante" não tem verba para integrar o esforço no sentido de construir a hidrovia. Até a Marabá de Maurino Magalhães, que vive esta quebradeira que todos conhecem, dispôs-se a colaborar com a presidente Dilma para construir o porto público de Marabá; mas o Califa de Belém, dono de casas e de homens, jamais se manifestou!
Helenilson é tributarista respeitado e reconhecido. Espera-se que explique como encaixa-se na teoria geral do Direito a tal Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM). Pelo que entendi, caso seja aprovada, estaremos diante de um imposto travestido de taxa e o mais curioso, as empresas precisarão pagar ao Estado para que este cumpra a sua função de fiscalizar! Vamos todos ficar mais eruditos depois que Helenilson nos explicar como isso funcionará e se, principalmente, ele acha uma boa ideia, em época de crise mundial e retração econômica global, aumentar a carga tributária sobre um dos setores mais internacionalizados de nossa economia.
De toda sorte, o I Simpomec será, sem dúvida um evento fundamental para a divulgar a ideia do Polo Metal Mecânico de Marabá, embrião de um verdadeiro Parque Industrial na região. O evento ocorre segunda e terça-feiras, a partir das 9h, no Teatro Leonardo da Vinci, da Faculdade Metropolitana, em Marabá.

Em Marabá, para "honrar compromissos" Maurino demite Lucídio, Glênio e até o próprio irmão


Para ajustar a máquina e honrar compromissos firmados com fornecedores, concluir obras em andamento e manter o pagamento dos servidores em dia, o prefeito Maurino Magalhães iniciou nesta sexta (25), uma ampla reforma administrativa, com a substituição de seis secretários e demissão de servidores de cargos em comissão. O objetivo é priorizar as diretrizes administrativas para que sejam concluídas e realizadas as obras que beneficiam a população.
Foram exonerados dos cargos os secretários Lucídio Collinetti Filho, da Secretaria de Obras; Glênio Benvindo de Oliveira, da Secretaria de Planejamento; José Nilton de Medeiros, da Secretaria de Administração; Karam Ell Hajjar, da Secretaria de Gestão Fazendária; Paulo Geraldo, da Secretaria de Saúde; e Gilson Magalhães Lima, da Secretaria de Comunicação, que passa a ser apenas uma assessoria, subordinada ao Gabinete do Prefeito. Outra mudança é que a Secretaria de Ação Comunitária, Trabalho e Cidadania (Semac) passa a coordenar e gerenciar o Saci, Sine e o Procon.
A reforma tem por meta redução de despesas; manutenção de serviços essenciais; paralisação de contratações de serviços e redução do número de servidores. Será estabelecido um cronograma de pagamento de fornecedores, respeitando o porte da empresa: pequenas, médias e grandes, assim como feito o fechamento anual das contas da prefeitura e finalização das obras.
Em coletiva à Imprensa, tendo ao lado o vereador Nagib Mutran, presidente da Câmara e Miguel Gomes Filho, superintendente de Desenvolvimento Urbano, o prefeito agradeceu aos servidores e também aos secretários que deixam o cargo. Disse que, nessa nova etapa, espera contar com o apoio da comunidade. “Vou ouvir a comunidade. Inclusive vou instalar uma urna na prefeitura, para que a população faça suas reclamações e dê sugestões”, ressaltou.
(Com informações e foto da Secom/PMM)

Vídeo mostra números que justificam Belo Monte e desmonta argumentos do pessoal "suuuuuuuper do bem"!

Na terça (22) postei aqui um texto sobre um tal "movimento Gota d'Água" que reúne atores e atrizes contrários a construção de Belo Monte, em Altamira.
A coisa toda é de um absurdo a toda prova.
Agora, encontrei o vídeo acima. Não faço a menor ideia de quem seja o autor. Quem souber, por favor, informe. Mas, o didatismo é tal que o moço merece todo o crédito.
Sem superprodução e sem a Juliana Paes (infelizmente!), o cara demonstra como são toscos os argumentos contra Belo Monte.
Dei-me ao trabalho de verificar a fonte da maioria dos números e todos bateram. Façam o mesmo. Iniciativas como essa ajudam a quebrar a espinha dorsal deste pensamento obscurantista e retrógrado que nada na cabeça de pote dos membros dessas seitas esquerdistas sem voto e, por incrível que pareça, entre artistas "globais".
Vale a pena ver o vídeo, garanto-lhes.

Greve de trabalhadores paralisa Belo Monte


Os trabalhos no principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira, foram paralisados hoje (25) por causa de uma manifestação de um grupo de trabalhadores da obra que reivindica melhores condições de trabalho.
As obras estão paradas no sítio Belo Monte, o principal dos três canteiros de obra da usina, que abrigará geradores e turbinas da hidrelétrica. De acordo com o Consórcio Construtor de Belo Monte, responsável pela obra, a manifestação reuniu 40 dos 1,8 mil trabalhadores do canteiro, mas a empresa decidiu suspender os trabalhos na área por questões de segurança. Ainda segundo o consórcio, nos dois outros canteiros de obras da usina o trabalho segue normalmente.
O grupo de empresas, liderado pela construtora Andrade Gutierrez, argumenta que está discutindo a data base dos trabalhadores com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada e Afins do Pará (Sintrapav-PA) e que o prazo das negociações ainda não está encerrado. Uma reunião entre o consórcio e o sindicato está marcada para segunda-feira (28) e a paralisação nas obras deverá ser mantida até lá.
Os trabalhadores reivindicam o pagamento de horas extras aos sábados, reajuste no vale-alimentação e instalação de telefones nos canteiros de obras. Na última semana, cerca de 140 foram demitidos dias depois de um protesto em que se queixavam de desvios de função.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

De números, política e oportunidades perdidas

Bem, queridos, como se viu nesta segunda rodada de pesquisa sobre a intenção de voto do eleitorado paraense para o plebiscito de 11 de dezembro divulgada hoje, pouca coisa mudou desde a primeira rodada divulgada no dia 11 de novembro.
Quinze dias depois estamos exatamente no mesmo lugar. As oscilações ocorreram dentro da margem de erro da pesquisa.
Isso, por si só, já seria péssimo para as pretensões dos que defendem a criação dos novos estados de Carajás e Tapajós, mas como disse no texto anterior sobre o tema, acabou sendo a boa notícia do dia! Adiante explico as razões desta afirmação. Mas, permitam-me, antes, uma rápida digressão.
Até onde consigo ver, a política é a arte de criar oportunidades para alcançar o convencimento.
Todas as manobras e estratégias dos jogadores têm um escopo apenas: abrir brechas e lacunas nos argumentos dos adversários e, a partir daí, explorar as debilidades e contradições dos oponentes.
Quem joga este jogo sabe que é preciso "forçar o erro" do adversário e, uma vez que este caia na armadilha, é preciso ser rápido para tomar a iniciativa e passar a comandar as ações, forçando o adversário a ser "reativo".
Disse aqui, e repito agora, que a campanha do SIM fez a largada perfeita. Equilibrou com perfeição a demonstração das mazelas das regiões de Carajás e Tapajós com a proposta de uma solução para os problemas; sofrimento e esperança estiveram reunidos para formar uma proposta política viável e compreensível para o eleitorado belenense, seu principal alvo.
Tudo no lugar (imagens, textos, música), o SIM propôs um belo enigma à campanha negativa da oposição aos dois estados. Sem rumo, a campanha do "Não" era errática; ora piegas e melodramática, ora agressiva e mentirosa.
Por dez dias o que se viu foi o SIM propondo, denunciando, pedindo, enfim, comandando as ações na propaganda. Ao "Não" estava reservado o papel de ser reativo. Aferrados à estratégia de negar-se ao debate, os contrários à Carajás e Tapajós sofreram um duro golpe quando a campanha do Sim divulgou uma entrevista com o jornalista Paulo Henrique Amorim. Nacionalmente conhecido, com passagens pela Rede Globo e atualmente na Rede Record, Paulo Henrique emprestou credibilidade ao discurso sobre a viabilidade econômica dos dois estados e, principalmente, sobre os benefícios que a redivisão trará ao Novo Pará.
A campanha do "Não" acusou o golpe.
As aferições feitas pelas duas campanhas perceberam uma tendência de mudança no voto de Belém. As pesquisas qualitativas demonstraram que, quanto expostos à informação qualificada, o eleitor belenense não via problema em mudar o voto.
Isso assustou o comando da campanha do "Não" que decidiu usar o que chamei aqui no blog de "arma de destruição em massa". Trouxeram Jatene para campanha!
A presença de Jatene, posicionando-se de forma clara CONTRA CARAJÁS E TAPAJÓS atendeu a diversos objetivos.
O mais importante deles foi estabelecer a discórdia dentro das frentes a favor de Carajás e Tapajós. Ora, a manobra estava preparada com muita antecedência. A própria conformação suprapartidária das frentes favorece esse tipo de ação.
A reação da campanha do SIM ao maldito texto deveria ter sido imediata e contundente. Deveria ter denunciado o terrorismo perceptível nas entrelinhas da Carta de Jatene. Deveria ter demonstrado a falácia presente nos argumentos toscos de um cidadão, que pela posição que ocupa, tem a obrigação de saber que o caixa do governo do Pará pode até suportar a criação de mais duas ou três secretarias, mas é incapaz de prover direitos essenciais como saúde, educação e segurança aos milhões de carajaenses e tapajoaras.
Era a brecha pela qual a campanha do SIM havia batalhado por dez longos dias! O flanco dos adversários estava aberto.
Coisa mais fácil era denunciar a presença do marqueteiro do PSDB, do "menino de ouro" e candidato à prefeito de Belém pelo PSDB e, agora, do governador do PSDB, na campanha contra Carajás e Tapajós! Bastava rotular a campanha do "Não" como "coisa de tucano". Bastava exigir uma retratação imediata de Jatene.
Tenho certeza que Duda Mendonça esperava ansioso por esse erro estratégico da campanha do "Não". Ao deixar o pedestal de "governador de todos os paraenses", Jatene seria apenas mais um a duelar. Perderia o caráter de "pai de todos" que gosta de auto impingir-se. Com a arrogância peculiar, estaria à feição para ser  derrotado politicamente.
A própria pesquisa Datafolha demonstra que a rejeição a Jatene é enorme. Flagrado em óbvia posição anti-democrática, Jatene seria um alvo fácil!
Mas, a mera presença de tucanos nas frentes pró Tapajós e Carajás foi suficiente para impedir que o SIM aproveitasse a oportunidade.
Pior. Permite que os argumentos equivocados de Jatene ganhem ares de "irrespondíveis"!
Perdida a oportunidade de contra-ataque, a campanha do SIM passou a "requentar" programas e passa a ter uma única alternativa: retomar do ponto zero a discussão sobre os benefícios da redivisão para implorar o voto dos belenenses. Hoje começaram a ser veiculados depoimentos de moradores de Tapajós (presumo que farão o mesmo com Carajás). Veremos quais resultados poderão trazer.
Confesso que considero isso muito pouco para fazer o ponteiro mudar em tão pouco tempo.
Cabe à campanha do SIM criar um novo fato político nestes próximos oito dias. Remar tudo de novo. Caso cheguemos na última semana sem alterações significativas, a vitória do SIM será obra do imponderável (alguns chamam de Deus, outros de Sorte ou Fortuna), enfim, sairá do campo da ciência política e entrará no campo da metafísica.
Quando se trata de política eu não acredito em metafísica ou em sentimentos "imanentes". Em política cabe a cada lado criar as situações que levem a aflorar os "bons sentimentos". Acreditar que o voto será "dado" pelo eleitor sem que as armas da política seja usadas para construir os caminhos que levem o eleitor a "dar" este voto é de uma ingenuidade atroz.
Política é convencimento e, muitas vezes, perdida uma chance para convencer o eleitor - seja da firmeza de suas propostas ou das fraquezas das propostas dos adversários - outra não aparecerá.
A grande oportunidade foi perdida e o tempo escorre entre os dedos dos líderes do SIM. Que saibam o que fazer do pouco tempo que lhes resta é tudo o que podemos desejar.
Considerando isso tudo que vai acima e outro tanto que deixei de escrever por decoro, a pesquisa de hoje (25) pode ser considerada uma boa notícia para a campanha do SIM.
Tivesse Jatene a aprovação do governador de S.Paulo, Geraldo Alckimn (73%) ou do governador do Ceará, Cid Gomes (75%), o estrago teria sido infinitamente maior. Em tudo e por tudo, ficou barato para a campanha do SIM.
Mas é inegável que Jatene, o Califa de Belém, provou que pode gritar com todo mundo e ninguém gritar de volta (ops, "quase" ninguém, não é? Afinal, este bloguinho saliente fez a sua parte! E imagino que outros tenham feito também).

Kassab tem bens bloqueados pela Justiça paulista. Acusação é de improbidade administrativa.

A Justiça de São Paulo declarou hoje (25) indisponíveis os bens do prefeito da capital, Gilberto Kassab (PSD). Junto com mais 22 réus, incluindo empresas e o secretario de Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, o prefeito é acusado de improbidade administrativa por fraudes no sistema de inspeção ambiental veicular do município. A liminar da 11ª Vara da Fazenda Pública determina ainda a realização de nova licitação no prazo de 90 dias para escolher uma nova empresa responsável pela inspeção veicular.
O sequestro de bens atende ao pedido de liminar feito ontem (24) pelo Ministério Público para garantir o ressarcimento à população e aos cofres públicos de um prejuízo estimado em R$ 1,1 bilhão. Estão incluídos neste montante pagamentos feitos pela prefeitura a Controlar, empresa responsável pela inspeção, e os valores pagos pelos motoristas que tiveram de se submeter ao procedimento.
Segundo o promotor Roberto Antonio de Almeida Costa, o prefeito foi conivente com uma série de fraudes cometidas pela Controlar. Em troca, Kassab recebeu doações de campanha de empresários envolvidos no esquema. “A ligação que a gente vê entre o senhor prefeito e as empresas é de natureza eleitoral, em que há doação de campanha de sócios dessas empresas”, disse o promotor ao apresentar documentos que embasam a ação.

Em nova pesquisa Datafolha nada muda. E, acredite, essa é a boa notícia para Carajás e Tapajós!

A TV Liberal divulgou hoje os números da segunda pesquisa de intenção de voto relativa ao Plebiscito do dia 11 de dezembro no Pará.
Tendo ouvido 1.046 eleitores, em 43 municípios, a pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Segundo a pesquisa apurou 30% dos eleitores paraenses dizem Sim para a criação de Tapajós; 61% dizem não e 7% não sabem.
Em relação a Carajás, 31% do eleitorado diz Sim ao novo estado; 62% dizem não; e 7% não sabem.
Como se vê, nada mudou.
Considerando tudo, essa é a boa notícia.
Os números poderiam ser muito piores.
E, por paradoxal que seja, poderiam ser infinitamente melhores.
Leia aqui no blog a análise desses números.

Logo mais, pesquisa nova!

Daqui a pouco tem pesquisa nova sobre o plebiscito no Pará. Veremos como os últimos acontecimentos foram absorvidos e interpretados pelo eleitor paraense.
Aguardemos.

Incra exclui mais de 100 mil em 10 anos. 35% por venda ilegal de lotes.


Em dez anos, 103 mil beneficiários da reforma agrária foram excluídos do programa por irregularidades. A maioria das exclusões, 44%, foi motivada por abandono da terra. Em seguida, estão os casos de venda irregular de lotes dos assentamentos, com 35% das exclusões.
Os números são do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que lançou hoje (25) uma campanha para coibir a compra e venda ilegal de lotes da reforma agrária. De janeiro de 2001 a julho de 2011, o Incra excluiu 36,5 mil famílias que comercializaram as terras irregularmente. Pela lei, os lotes da reforma agrária não podem ser vendidos, alugados nem arrendados.

Superávit primário chega próximo de 14 bilhões e bate recorde em outubro


O superávit primário, receitas menos despesas, excluídos os juros da dívida do setor público consolidado – governo federal, estados, municípios e empresas estatais – chegou a R$ 13,959 bilhões, em outubro, informou hoje (25) o Banco Central (BC). No mesmo período do ano passado, o superávit primário foi de R$ 9,738 bilhões.
Nos dez meses do ano, o superávit primário do setor público consolidado chegou a R$ 118,596 bilhões, ante R$ 86,677 bilhões registrados em igual período de 2010. O resultado está próximo da meta de superávit primário do setor público para este ano que é R$ 127,9 bilhões. Em 12 meses encerrados em outubro, foram R$ 133,615 bilhões de superávit primário, o que corresponde a 3,33% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB).
Mas o esforço fiscal do setor público não foi suficiente para cobrir os gastos com os juros nominais (juros reais mais a atualização monetária) que incidem sobre a dívida. Esses juros chegaram a R$ 20,257 bilhões, em outubro, e a R$ 197,732 bilhões, nos dez meses. Com isso, o déficit nominal, que são receitas menos despesas, incluídos os gastos com juros, ficou em R$ 6,298 bilhões, no mês passado, e R$ 79,136 bilhões, de janeiro a outubro.
Em outubro, o Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência) registrou superávit primário de R$ 11,404 bilhões. Os governos regionais (estaduais e municipais) contribuíram com R$ 2,229 bilhões. As empresas estatais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram superávit primário de R$ 326 milhões.

Mario Sabino, redator-chefe de Veja deixa a revista

Funcionário da revista Veja desde 1994, o jornalista Mario Sabino deixa a principal publicação da Editora Abril. A saída dele foi confirmada na noite desta quinta-feira (24), após ocupar por anos o cargo de redator-chefe. De acordo com nota publicada na Veja.com, a decisão foi do profissional, que decidiu deixar de lado o trabalho na mídia.
Na equipe de jornalismo do veículo de comunicação, Sabino era o segundo na hierarquia, ficando abaixo apenas do diretor de redação Eurípedes Alcântara. Inclusive, em agosto, durante as férias de Alcântara, Sabino assumiu a direção da Veja por um mês.
A Editora Abril ainda não definiu o profissional que substituirá. Na escala de cargos da Veja, os editores executivos têm importância de chefia subsequente ao redator-chefe. Atualmente, Carlos Graieb, Fábio Altman, Isabela Boscov, Jaime Klintowitz, Thaís Oyama e Vilma Gryzinski ocupam estes cargos.
Jornalista desde 1984, Sabino teve passagem pela Folha de São Paulo, empresa em que foi editor de livros. Além da redação do Grupo Folha e Editora Abril, o jornalista se dedica à literatura, sendo autor de O dia em que matei meu pai, O antinarciso, A Boca da Verdade e O vício do amor.
No dia em que foi divulgada a saída da Veja, Sabino apareceu na TV, ao ser entrevistado pelo ‘Programa do Jô’, da Globo. Na atração, ele comentou sobre o trabalho como escritor, disse que setores da esquerda queriam controlar a imprensa e que o governo Dilma tem sido uma “grata surpresa”.
Em nota publicada na Veja.com e assinada por Eurípedes Alcântara, a saída do redator-chefe foi confirmada. No texto, o diretor afirma que foi Sabino quem quis deixar a publicação, para se dedicar a novos projetos profissionais. A afirmação dele vai contra o que foi publicado pelo Brasil 247, que apontou a saída como decisão do presidente da Abril Mídia, Fábio Barbosa.
Confira a íntegra da nota assinada por Alcântara, intitulada "Antes que prevaleça a desinformação":
VEJA
Nota do diretor à redação
Meus caros,
antes que prevaleçam a maledicência e a desinformação, matérias-primas dos bucaneiros da internet, gostaria de esclarecer o que existe de factual sobre a decisão do Mario Sabino de deixar o jornalismo e, como consequência, seu cargo de redator chefe de VEJA. Havia um ano eu tentava dissuadir o Mario da determinação de deixar a profissão. Ele argumentava que o exercício do jornalismo já não lhe proporcionava a mesma satisfação. Embora eu apontasse que ele continuava a desempenhar suas atribuições com a responsabilidade, brilhantismo, ousadia e originalidade de sempre, Mario foi consolidando sua decisão de mudar de rumos profissionais.
Na semana passada, finalmente, Mario Sabino me procurou para dizer que seguiria mesmo outro caminho.
A decisão do Mario representa uma grande perda – para nós da redação de VEJA e para o jornalismo. Ele esteve ao meu lado durante quase oito anos, no cargo que ainda exercerá até o início do próximo ano, sempre como a melhor companhia que um diretor de redação pode ter na trincheira do jornalismo rigoroso e independente. Perco o convívio de um amigo, mas não a sua amizade. Fica conosco sua lição de profissionalismo intenso e de apego exacerbado à busca da verdade, para ele mais do que uma simples virtude, uma razão de vida. Sob essa ótica, farei e anunciarei nas próximas semanas as mudanças que a decisão do Mario acarreta.

Eurípedes Alcântara
Diretor de Redação